09 de julho de 2026
Turismo

Caminhando entre árvores

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

O bairro que na década de 70 era puro “desbunde” por conta da Banda de Ipanema e do Circo Voador, continua ditando moda e convidando gente de todos os cantos para visitá-lo.

Casais em lua-de-mel ou em viagem ao Rio, de lazer ou negócios, circulam por seus flats, como o Ipanema Tower, estrategicamente localizado entre as ruas Maria Quitéria, Visconde de Pirajá e Joana Angélica, a apenas duas quadras dos restaurantes mais famosos do pedaço: em uma esquina, Vinicius de Moraes, de outro, Garota de Ipanema (esse o freqüentado pelo compositor).

Encontram nesse quadrilátero de ruas arborizadas e calçadas largas, uma infinidade de quiosques de flores, botecos e lojas de grife.

E descontraem entre os passos cadenciados e o jeito dengoso dos moradores do bairro com seu jeito carioca de ser. Com roupas leves, chinelinhos de dedo e cães de estimação.

Todos os dias da semana são especiais em Ipanema, que recebe durante todas as estações do ano um contingente de turistas nacionais e estrangeiros. Mas os finais de semana são especiais.

Aos domingos, as pistas da avenida Vieira Souto são fechadas ao tráfego de veículos e entregues, totalmente, aos pedestres e ciclistas. É tanta gente malhada, suada e bonita circulando que o dia passa com a maior rapidez.

Não há necessidade de levar cadeira, chapéu-de-praia ou esteira para freqüentar suas areias morenas e tomar um bronze. Em toda a extensão do calçadão os “locadores” estão a postos e acabam até discutindo por conta de um cliente que se tornou habitual (se você ficar dois ou três dias já será freguês).

Descontraia e curta aquela visão do paraíso, mesmo que seja abordado às 8 da matina por um garotão chapado que acabou de sair da balada. Coisa comum em metrópoles e até mesmo aqui no interiorzão.

Os cariocas são tão amistosos que tratam de despachar os inconvenientes. Por isso, viajar é sempre um prazer quando o roteiro é o Rio e, especificamente, Ipanema.

Palco de grandes eventos, como o Mundial de Vôlei de Praia, a praia urbana de faixa larga de areia clara e ondas relativamente fortes conta com sanitários e chuveiros nos postos de salvamento.

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Tropicalismo e poesia

Alheias à cronologia, as areias da Praia de Ipanema contam sua própria história. Ícone do lazer e da descontração do carioca, as praias do bairro viram muita coisa.

Os primeiros surfistas da cidade surgirem nos anos 60, a Tropicália e a poesia florescerem nos anos 70, os belos modelos arquitetônicos da orla se estabelecerem nos anos 90 e a beleza do convívio das mais diversas tribos prevalecerem nos anos 90.

Nas praias, a música, o futebol, a cerveja gelada e a beleza do carioca têm um encontro marcado nas 24 horas do dia de um bairro que nunca dorme no ponto.