09 de julho de 2026
Turismo

Aplausos no pôr-do-sol

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Tudo passou a soprar como a brisa suave que vem do mar, a seu favor. O bairro virou ponto da elite. Não só da endinheirada como da intelectualizada. Nara e Danusa Leão, João Gilberto, Fernando Gabeira, Tom, Vinicius, Glauber Rocha, Nelson Rodrigues e tantos outros se encontravam para o habitual “happy hour” quando o sol acabava de cumprir seu ritual, escondendo-se para pelos lados do Vidigal.

Hábito ainda hoje mantido, segundo o jornalista Zuenir Ventura, por jovens que não eram nascidos entre 1968/1969 quando o costume foi lançado, mas que ainda hoje aplaudem a chegada da noite como faziam seus pais e avós.

O espetáculo é emocionante. Durante pelo menos dez minutos, todas as atenções são para o astro-rei. A praia inteira se mantém em silêncio quase absoluto, à espera de seu sono lento e suave. Momento especial para os flashes de um dos mais concorridos cartões-postais do Rio de Janeiro.

E Ipanema tem mais para mostrar ao visitante. Cruzando a Visconde de Pirajá, onde circulam os meninos e meninas do Rio, há uma infinidade de lojas de grife, como a Oscar Freire, em São Paulo.

Segundo os estilistas, a rua Garcia d’Ávila vem se tornando um dos pontos mais quentes da moda do País. Anteriormente por conta de uma série de grifes nacionais; e agora, com o primeiro aniversário da loja Louis Vuitton, uma das marcas internacionais mais influentes das vitrines mundiais.

Além do mar, das lojas, da vida como ela é no Rio, Ipanema oferece cultura. Funcionam no bairro a casa de Cultura Laura Alvin, que conta com galeria de arte, palcos de música e teatro, salas de vídeo, cursos e palestras; o Museu Amsterdam Sauer de Pedras Preciosas e o Museu Auditório H. Stern.

Sem esquecer da Feira Hippie, que resume os hábitos, tradições e costumes dos cariocas da Zona Sul e que funciona nos finais de semana na Praça General Osório, entre as ruas Teixeira de Melo, Visconde de Pirajá e Prudente de Moraes.

Nela reúnem-se artistas e artesãos em uma das mais famosas praças públicas do Rio de Janeiro. Tem esse nome por conta de seus fundadores, hippies que vendiam suas criações em meados de 70.

Os diversos restaurantes e lanchonetes dos arredores fazem do programa um passeio completo em ritmo de descontração.