09 de julho de 2026
Turismo

Vizinhos famosos

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Esqueça sua “descendência” paulista quando for ao Rio. Nada de chanéis e menos ainda de scarpins. Desça do salto, literalmente, e leve chinelinhos ou sandálias confortáveis para caminhar.

O bom de se instalar em Ipanema é poder, a pé, conhecer também os seus bairros limítrofes e a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Copacabana, a princesinha do mar, é uma lenda viva. Bairro tradicional, concentra um contingente de moradores da terceira idade que circulam impecáveis por suas ruas, incluindo a Nossa Senhora de Copacabana, com comércio nota dez.

As águas da enseada de Copacabana atravessaram séculos e continuam convidando ao desfrute. Bem em frente estão instalados bares, restaurantes e lanchonetes, hotéis premiados e com história para contar e prédios residenciais com sacada para o mar.

Se em Ipanema o pôr-do-sol é uma festa, em Copacabana o nascer movimenta multidões que aplaudem, da ponta do Arpoador, os primeiros raios solares.

Bairro aristocrático que conta com monumentos como o Copacabana Palace e o Forte de Copacabana, foi ocupado no final do século 19 e interligado com o Centro, onde a cidade se originou, por túneis, mas somente nos anos 30 e 40, teve seu crescimento acelerado.

Nos extremos da praia, duas atrações valem o passeio a pé: o primeiro, na ponta do Leme, com o Forte Duque de Caxias, um dos protetores da Baía da Guanabara, testemunha de momentos históricos do Império e da Nova República e guardião de um pequeno paraíso ecológico, que reside no morro que despenca sobre o mar e que pertence ao mesmo complexo do Pão de Açúcar.

Do outro lado da praia, o Forte de Copacabana, erguido na época da Primeira Guerra, substituiu uma pequena e secular igreja, que guardava a imagem de uma santa boliviana, uma certa Nossa Senhora de Copacabana.

Assim como Ipanema, Copacabana oferece muitos bares, lanchonetes e restaurantes, um comércio farto em ofertas de todos os tipos, de vestuário à comida, boates e hospedagem de primeira.

Leblon e o Morro Dois Irmãos

O Leblon é o outro vizinho famoso de Ipanema. Fica do lado inverso, com o Morro Dois Irmãos no fundo, e é considerado um dos bairros mais residenciais e familiares da Zona Sul.

A praia do novelista Manoel Carlos, que mostrou suas facetas em “Laços de Família”, é como o apresentado na telinha. O Jardim de Alá se encarrega de receber crianças, casais e velhinhos; há livrarias, excelentes restaurantes, boutiques e ruas arborizadas.

Foi fundado por Carlos le Blon, daí o nome, e é cercado de águas por todos os lados: seja pelo oceano, ao sul, pela Lagoa Rodrigo de Freitas, ao norte, seja pelos canais que ligam a ambos, o do Jardim de Alá, a leste, e o da avenida Visconde de Albuquerque, a oeste.

Nos últimos anos, o Leblon passou a ser o resumo da sofisticação carioca e ponto de encontro da moda e da boemia. Ande observando as fachadas das lojas e prédios residenciais e se sinta como um morador do bairro freqüentando seus restaurantes, bares, café, bistrôs, sorveterias e padarias famosas.

O espaço entre as ruas Dias Ferreira e General San Martin é o quente, um local simpático que não pode ser descartado em nenhuma viagem ao Rio.

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O Forte e a Santa

O Forte de Copacabana está localizado na Praça Coronel Eugênio Franco, 1. Uma das mais recentes aquisições do Patrimônio Histórico, esse antigo forte do Exército, construído no início do século 20 e desativado em 1986, é a atual sede do Museu Histórico do Exército.

Foi construído no local onde existia a antiga Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, que batizou o bairro, para garantir a defesa das costas de Ipanema e Copacabana contra um inimigo que nunca veio.