Como habitualmente faço, na última terça-feira também, por volta de 23h10, retornava da casa de minha mãe, bairro Bela Vista, para meu lar no Jardim Estoril, quando na passagem daquele bairro para a cidade senti-me acuar por um indivíduo com uma motocicleta, cujas intenções deixavam muito a desejar.
Evidente que, para mim, tais perseguições não eram novidade, já que mesmo fazendo trajetos diversos, ocorrera outras vezes, mas desta vez tinha uma diferença, em minha companhia estava meu neto de pouco menos de (5) cinco anos, sentado no banco detrás do carro. Tal situação fez com que eu me apavorasse e aumentasse a marcha do veículo. Rua Boa Esperança, rua Alves Seabra, rua Araújo Leite e, ao fazer a conversão obrigatória, à esquerda, digo, à direita, na rua Julio Prestes, a surpresa, uma viatura da Polícia Militar (Trânsito), estacionada, com seus “giroflex” ligados e os dois policiais fora desta.
Minha intenção era a de parar logo após a viatura para relatar a perseguição que sofria, mas qual não foi o meu susto ao ver um daqueles policiais empunhando uma arma de fogo (revólver ou pistola) pular na frente do meu carro para que eu parasse. Evidente está que tanto eu quanto meu neto ficamos atônitos ante o quadro. O que estava com a arma explicou que eu poderia estar com um refém no banco traseiro. De terça para quarta-feira, eu não consegui dormir, enquanto meu neto deitou e levantou falando na postura do policial armado. Foram educados... Mostraram que estão dando segurança... Eu sei, é que o carro é preto e algo (meu neto) se moveu no banco de trás. De qualquer forma, obrigado... é a segurança. Se o menino ficou assustado e não dormiu direito, não importa! O primordial é que temos segurança. Mais uma vez, meus agradecimentos aos abnegados agentes da autoridade.
Solange Jorge da Silva Parra - RG 9.145.254