10 de julho de 2026
Nacional

Mais um acusado é condenado por morte de juiz no Espírito Santo

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Mais um acusado de participar do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho foi condenado à prisão pela Justiça do Espírito Santo. Essa já é a quinta condenação de envolvidos no crime, ocorrido em março de 2003. Leandro Celestino de Souza, o Pardal, foi condenado a 15 anos e dois meses de prisão em regime fechado, por homicídio qualificado e formação de quadrilha, em decisão tomada por júri popular, no fórum de Vila Velha, na Grande Vitória.

O julgamento durou mais de 15 horas - teve início às 9h30 de anteontem e terminou ontem à 1h. Segundo a acusação da Promotoria, Pardal repassou a pistola calibre 765 utilizada pelos executores do crime - Odessi Martins da Silva, o Lombrigão, e Giliarde Ferreira de Souza, que foram condenados pelo assassinato do juiz em setembro do ano passado.

Na última quarta-feira, o júri já havia condenado o motoboy André Luiz Barbosa Tavares, o Yoxito, pelo empréstimo de sua motocicleta a Lombrigão e Souza. A moto foi usada pela dupla para chegar ao local do crime. O sargento da Polícia Militar capixaba Héber Valêncio, acusado de intermediar a morte de Castro Filho, também foi condenado por envolvimento no assassinato, no final do mês passado.

Estão com julgamentos marcados para os próximos dias outros dois acusados de envolvimento no caso: o sargento da PM Ranilson Alves da Silva (dia 16) e o traficante Fernando de Oliveira Reis, o Fernando Cabeção (dia 21). O juiz Antônio Leopoldo Teixeira, que está preso e é acusado de ser um dos mandantes do assassinato, poderá ser julgado no início do ano que vem. Há ainda outros dois denunciados no caso, cujos processos ainda estão em tramitação: o coronel da PM Walter Gomes Ferreira e ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calu. Os dois estão presos.