09 de julho de 2026
RH & Tendências

Melhoria contínua: O grande líder


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Ele apreciava ser analisado e indagado; sugeria investigar com critério aquilo que se vê e ouve; era seguro, determinado e ao mesmo tempo flexível; tinha grande paciência para educar, mas não era um mestre passivo, e sim provocador; praticava a arte de ouvir; reagia educadamente até quando o ofendiam profundamente; não expunha publicamente os erros das pessoas, mas ajudava-as com discrição, considerando-as acima dos seus erros; embora fosse eloqüente, expunha e não impunha suas idéias; não era preconceituoso; pregava para vencer o individualismo, aprender a cooperação mútua, aprender a perdoar e tinha metas e prioridades bem estabelecidas.

Este foi o perfil da liderança de Jesus Cristo, que discutimos amplamente em uma das reuniões do Clube da Qualidade Total, em 1995.

Na época, alguns participantes manifestaram não concordar com a mistura de aspectos religiosos com administração de empresa. Naquele mesmo período se discutia muito sobre gestão da Qualidade Total, que prega não faça aos seus funcionários o que você não quer que eles façam aos clientes, que nada mais é do que a velha e famosa frase dita por Confúncio, Cristo e outros mestres: trate os outros como gostaria de ser tratado.

Naquela reunião, comentei que a Qualidade Total surgiu nos meios religiosos americanos e que não tinha como separar isto.

Terminamos o encontro concluindo que existiam muitos paradigmas e preconceitos na discussão e que Jesus Cristo ensinou há mais de 2.000 anos como lidar com pessoas, e uma empresa, por sua vez, é constituída essencialmente de pessoas.

Hoje, quando vemos o livro “O Monge e o Executivo”, de James C. Hunter, que trata sobre a Liderança de Jesus Cristo, batendo recorde de vendagem no País, percebe-se que está havendo uma evolução nessa área no meio empresarial.

Os líderes empresariais mais bem sucedidos que conheço estão se aproximando muito do modelo de liderança de Cristo.

Se continuar assim, dá para fazer uma previsão bem otimista: no futuro, teremos um nível altíssimo de liderança influenciando positivamente os profissionais na inteligência do bem.

Por outro lado, o líder que não se desenvolver nesse sentido vai sofrer. Você acha que as exigências dos colaboradores, dos clientes e do mercado vão diminuir nos próximos anos? Não! Só vão aumentar.

Nesse aspecto, se me perguntassem qual é o meu grande sonho. Eu responderia sem titubear: o Brasil ter um presidente com o perfil mencionado.

Temos que sonhar sempre. Sonhar é uma dádiva. Quem não sonha, morre.

Sugestão de melhoria

O nosso exemplo é o melhor conselho que podemos oferecer aos nossos companheiros de trabalho.

Davison de Lucas - diretor da M. Davison & Associados - www.mdavison.com.br