O corpo de um homem foi localizado ontem enterrado próximo à linha férrea, distante um quilômetro e meio da antiga estação de trens de Val de Palmas. Segundo o delegado plantonista Carlos Ricardo Mariotto, o homem possui várias tatuagens pelo corpo, que foi encontrado em avançado estado de decomposição. “O corpo estava lá de quatro a sete dias no máximo. Quatro dias é certeza porque estava inchado e, conforme o corpo foi tirado da cova, soltou partes da pele”, justificou.
O delegado descreve que o homem era moreno, tinha cabelo enrolado e estava vestido e envolto em um cobertor. Não havia nenhum documento que pudesse identificá-lo. O corpo foi encontrado por volta das 12h30 com fortes indícios de se tratar de um homicídio. Apesar das condições, Mariotto disse que seria prematuro emitir afirmações. “Ainda é cedo para tirar conclusões do porquê ele foi enterrado naquele local.”
O delegado também não quis relacionar a morte com o fato do cadáver ter sido encontrado na região do Instituto Penal Agrícola (IPA). “Também é cedo para se fazer qualquer afirmação nesse sentido”, avaliou.
Conforme o delegado, a equipe de plantão da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru esteve no local e colheu algumas informações com moradores das proximidades. A cova foi escavada ao lado de um barranco que fica entre a estrada de ferro e a linha do trem. Assim, o barranco de cerca de dois metros e meio de altura, com uma pequena árvore, escondia a sepultura improvisada.
Um dos fatos que chamaram a atenção foi que a cova não era funda e com certa facilidade a equipe do Corpo de Bombeiros escavou em um ponto, o suficiente para constatar que se tratava de um corpo humano. Imediatamente a Polícia Civil foi acionada e o lugar preservado para o trabalho da Polícia Técnica.
No local, há grande movimento de veículos em direção às propriedades rurais, porém, pouca gente circula a pé. Próximo do corpo, ao lado da linha férrea, havia sinais de vela derretida e, nos trilhos, foi encontrado quebrado um pote de barro. Mariotto acrescentou que as investigações da DIG prosseguem nos próximos dias para esclarecer a morte.
O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para a necropsia e coleta de impressões digitais. Até o fechamento desta edição, o homem não havia sido identificado.