07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Viagem com atraso

Um ativo assessor político ligou ontem para dizer que o prefeito Tuga Angerami (PDT) está indo com atraso de alguns dias a Brasília tentar incluir emendas do interesse de Bauru na peça orçamentária da União para 2006. Ele lembra que as emendas paulistas à peça foram fechadas na semana passada, após uma reunião da bancada paulista de deputados federais.

• Rito suprapartidário

Todo final de ano, a bancada de deputados por São Paulo, que engloba todos os partidos com representação no Congresso, se reúne para definir as emendas que vai emplacar no Orçamento do País para o exercício seguinte. Foi esta reunião que ocorreu na semana passada, em Brasília, com a presença, inclusive, do governador Geraldo Alckmin e do prefeito de São Paulo, José Serra.

• Conversa reservada

“A não ser que ele converse individualmente com cada deputado federal”, pondera o assessor, para quem o prefeito terá um trabalho redobrado para incluir emendas que interessam à cidade. Em tempo: o líder da bancada paulista no Congresso Nacional é o deputado federal por São Manuel, Milton Monti. Mas, ao que parece, Monti não foi procurado por Tuga.

• Distância partidária

Por sinal, Milton Monti é irmão de Fernando Monti, médico bauruense que foi candidato a vice-prefeito na chapa encabeçado por Caio Coube (PSDB), na eleição de 2004. Ambos são do PL. Fernando foi do PMDB durante anos, assim como seu irmão, muito ligado ao então deputado Tidei de Lima, e sempre manteve distância em relação a Tuga Angerami, embora nunca tenha “trombado” com o atual prefeito.

• Coeficiente do PV

Por falar em Tidei - que também foi prefeito de Bauru (93 a 96) - o agora “verde” político segue em sua tentativa de voltar ao mundo parlamentar, com fichas apostadas no, em tese, atrativo coeficiente eleitoral que deverá ter de perfazer para ser eleito. O PV sempre precisou de pouco mais de 30 mil votos para eleger deputado estadual e 45 mil para federal. Ocorre que com o desgaste do PT, o PV ganha espaço e infla seu quadro de virtuais pretendentes.

• Rotas da eleição

Segundo informações dos bastidores partidários, Tidei já fez contatos na região em busca de dobradinhas para viabilizar sua volta a um cargo eletivo. Um dos eixos de peregrinação é na direção de Pederneiras e Jaú. Outro passa por Avaí, Presidente Alves etc. Se perguntado, Tidei deixa no ar sua pretensão, mas ela é real e planejada.

• ‘Bob pai, Bob filho’

Quem não admite mais ser candidato é Roberto Purini, tantas vezes deputado e que agora “assessora” a carreira política do filho, o vice-prefeito de Bauru e presidente da Emdurb, Renato Purini. Por sinal, foi de Purini “pai” o conselho para que Renatinho não se candidatasse na eleição de 2006, preferindo apostar em um bom trabalho à frente da complicada empresa municipal.

• A praga dos vices

Ambos (os Purini) terão de ter muita paciência e jogo de cintura para enfrentar a sina histórica dos vices de Bauru, que nunca terminam um mandato aliados ao prefeito. Para confirmar a praga secular, Renato e Tuga já andaram trocando “gentilezas”...