07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

A DOIS PASSOS DA CONQUISTA

O Corinthians está a dois passos do paraíso. Ou melhor: a dois jogos do título brasileiro deste ano. Se vencer suas duas próximas partidas chega ao tetracampeonato. A primeira será hoje à noite, no Anacleto, contra um São Caetano mais preocupado em se livrar do rebaixamento. Na liderança, o Alvinegro tem seis pontos e duas vitórias a mais que o segundo colocado, o Internacional, seu adversário do próximo domingo, no Pacaembu - faltando quatro rodadas para o término do Brasileirão, não pode ser ultrapassado se vencer esses dois jogos. O Azulão, por sua vez, precisa de triunfos em todos os quatro jogos restantes para não depender de combinação de resultado. O Corinthians terá o desfalque do atacante Tevez, que defende a Argentina num amistoso nesta quarta-feira. Mas Gustavo Nery, que estava na Seleção Brasileira, jogará diante do Azulão, o 17º lugar, com apenas dois pontos acima do ‘líder’ da zona de rebaixamento, o Coritiba. Pelo retrospecto, quem pode se animar é o São Caetano. No histórico de confronto entre os dois times em Brasileiros, o time do ABC leva vantagem. De sete partidas, venceu seis e perdeu só uma. As estatísticas, porém, mudam para o lado do Timão quando o assunto é aproveitamento dentro e fora de casa. O São Caetano é um dos piores mandantes: perdeu mais (oito vezes) do que ganhou (seis), tem o ataque menos positivo (23 gols) e não vence há mais de um mês. Já o Corinthians é o melhor visitante do campeonato - tem, inclusive, mais vitórias longe de seu território do que nele: 12 contra 11.

REABILITAÇÃO

O São Paulo busca a reabilitação contra o Goiás, após a derrota para o Palmeiras no último sábado. No clássico, o Tricolor atuou somente com dois titulares; hoje à noite, no Serra Dourada, atuará com 11 jogadores tidos como reservas. O goleiro Rogério será poupado e vai dar lugar a Flávio Kretzer. Christian, o outro titular que enfrentou os palmeirenses, será substituído por Roger no ataque. Por outro lado, o Goiás, apesar de ainda ter chances de ser campeão - cerca de 1% segundo o matemático Tristão Garcia - está mesmo empenhado em manter a sua vaga para a Libertadores de 2006, um feito inédito na história do clube.

CHEGA DE VEXAME

Sem chances de conquistar uma vaga na Libertadores, o Santos enfrenta o Paraná Clube, para tentar acabar com a pior sequência de derrotas de sua história desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado em 1971. Para isso, o Peixe - oitavo colocado com 55 pontos - precisa vencer hoje à noite no Pacaembu. O momento santista é de dificuldades mas a equipe não vai perder para o resto da vida. Vai se reabilitar e poderá ser em cima dos paranaenses. O Paraná, por sua vez, tem chances remotas de se classificar para a competição continental.

DESCONFORTÁVEL

Émerson Leão está certo ao afirmar que a situação do Palmeiras é desconfortável. Na verdade, será muito difícil o Alviverde conseguir vaga para a Taça Libertadores. A quatro rodadas do fim do Brasileirão, o time dirigido pelo competente treinador está com seis pontos e três vitórias a menos do que o Goiás, o quarto colocado e último a se classificar para a Libertadores. Hoje o Palmeiras joga na obrigação de ganhar - seu adversário é o Juventude, no Palestra.

TRADIÇÃO

Dinheiro para fretar um avião contra tradição. Extracampo, o jogo de volta entre Austrália e Uruguai começou movimentado. Enquanto a equipe da Oceania acredita ter vantagem no confronto por ter retornado de Montevidéu em vôo fretado, o que permitiu descanso maior que o dos rivais, que viajaram em avião de carreira, a Celeste Olímpica aposta na tradição. O meia Recoba disse que sua seleção tem “direito divino’’ de jogar a Copa do Mundo. A partida de ida, no sábado, terminou com vitória uruguaia por 1 a 0. Se o placar for repetido hoje, haverá prorrogação e, permanecendo a igualdade, pênaltis. Se o Uruguai fizer um gol, ele só fica fora da Copa se perder por dois ou mais de diferença.

MIKE TYSON

“As mulheres acabaram com a minha vida”. Foi o que disse Mike Tyson, durante entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, na TV Bandeirantes. O ex-campeão mundial de boxe abordou sua vida dentro e fora do ringue, pobreza, sua relação com os compatriotas e fez uma declaração a respeito da passagem por São Paulo: “Nos Estados Unidos, eu me sinto odiado. Aqui, não. Tenho planos para estabelecer uma base no Brasil”.