Botucatu - A Secretaria de Saúde de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), por intermédio da Equipe de Controle de Zoonoses, registrou redução no índice de Breteau, que mede a incidência de larvas do mosquito aedes Aegypt, transmissor da dengue. A média do índice registrado em outubro foi de 0,58. Em junho, o número era de 1,31.
O veterinário Jonas Brant disse que apesar do índice estar baixo é necessário que a população continue evitando os criadouros do mosquito. “É preciso estar sempre em alerta, principalmente nesta época do ano, quando aumentam as chuvas e o calor. Isso tudo facilita a proliferação do mosquito”, explica Brant.
O índice de Breteau, que permite até mesmo identificar o tipo de criadouro predominante no domicílio, é calculado de acordo com o número de focos encontrados em cada grupo de 100 domicílios vistoriados pela equipe de saúde.
Botucatu é um dos municípios considerado prioritário para o governo federal no programa de combate a dengue. Segundo Brant, o risco de epidemia da doença na cidade é grande, devido a sua população flutuante e por ser sede regional. Isso acaba resultando em número maior de pessoas na cidade, alternadamente.
Essa grande concentração se deve principalmente ao Hospital das Clínicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que recebe diariamente centenas de pacientes de cidades da região e até de outros Estados.
“Botucatu é um município com grande potencial de risco de epidemia. Estamos na lista do governo federal juntamente com outras cidades do Interior, como Campinas e Ribeirão Preto”, relata Brant.
“Por apresentar essas características, temos que redobrar atenção e intensificar as campanhas de prevenção”, finaliza. Pensando nisso, a equipe de saúde estará durante esta semana trabalhando na prevenção de problemas ambientais de risco à saúde no câmpus da Unesp. Dez agentes de saúde estão em campo fazendo levantamento e eliminando possíveis criadouros de mosquito, verificando depósitos de lixo e constatando presença de roedores nos departamentos do câmpus.