• Orçamento na pauta
O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Toninho Garmes (PSDB), diz que não convocou uma audiência pública para discutir a proposta orçamentária do município para 2006 porque não há esta obrigação. Além disso, alega que as comissões temáticas do Legislativo que analisaram a peça enviada pela prefeitura não sentiram esta necessidade. A Câmara inicia hoje a discussão e pode até votar o Orçamento Municipal de 2006.
• Com gatos pingados
Discussões técnicas à parte, sempre é bom abrir a peça, ainda que para alguns gatos pingados que se dispõem a ir a uma audiência pública que, via de regra, não atraem a população porque não há esforço dos poderes públicos neste sentido. Porém, certamente não será pela ausência desta exposição que os rumos da cidade vão mudar.
• Valores para 2006
A previsão de arrecadação no ano que vem é de R$ 215 milhões, contra cerca de R$ 200 milhões que serão recebidos neste 2005. Trata-se de uma receita muito abaixo da que a municipalidade precisa para aplicar em melhorias gerais e investir em obras. Daí a necessidade de se buscar novas fontes de arrecadação.
• Prefeitura e CDHU
Na pauta da sessão de hoje há outros projetos, entre eles um em que o governo local pede autorização ao Legislativo para firmar convêncio com a CDHU visando a implantação do programa Pró-Lar Crédito Habitacional. Além desse, outro projeto autoriza a prefeitura a doar à CDHU parte do terreno onde estão os famosos e falidos lotes urbanizados.
• A viagem de Tuga
A anunciada viagem do prefeito Tuga Angerami (PDT) a Brasília, hoje, ainda rende comentários variados de políticos nos bastidores. Ontem, nesta coluna, um assessor comentou que o prefeito está indo tarde a Brasília. Hoje um militante de oposição pergunta por que Tuga não tem ido mais acompanhado de Estela Almagro à Capital Federal.
• Paraíso dos lobbies
Se era o caso de ir nesta viagem não se sabe, mas realmente o prefeito e a presidente do PT não tem sido vistos juntos por aí. O diálogo entre Tuga e o deputado Pedro Tobias (PSDB) tem sido mais constante. E olha que eles são adversários políticos em períodos eleitorais. Apesar da crise instalada há meses no governo federal, Brasília continua o paraíso terreno dos lobbies.
• Sintonia com poder
Basta uma estada de um dia na Capital do País para perceber o número de prefeitos, vereadores e representantes dos mais variados segmentos sociais que circulam por gabinetes, numa formidável e autêntica peregrinação na defesa de seus interesses. É preciso rapidez, união e sintonia com o poder para se obter alguma coisa por lá.
• Palocci no Senado
Por falar em Brasília, a cidade e o País vão parar hoje para ver o depoimento do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A idéia de antecipar do dia 22 para hoje a inquirição do ministro foi do senador Aloizio Mercadante (PT), para tentar dar um basta às especulações da saída de Palocci do governo. Mesmo assim, a situação dele à frente da economia segue instável.