09 de julho de 2026
Geral

Construção de viaduto mobiliza trabalhadores e exige guindastes

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 2 min

A movimentação de vigas pré-moldadas de concreto de 25 metros de comprimento, necessárias para a construção de viaduto na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília), que está sendo duplicada, mobilizou cerca de 30 homens ontem. Enfrentando calor de 33 graus, eles contaram com ajuda de dois guindastes para colocar as peças, fabricadas ao lado do canteiro de obras, em seus locais definitivos.

No trecho que está sendo duplicado, de 13 quilômetros, estão sendo construídos quatro viadutos. As equipes da Camargo Corrêa - empresa que venceu a licitação para a duplicação em 1994 e teve o contrato renovado - trabalhavam no viaduto sobre a linha férrea Ferroban, na altura da Vila Dutra. Segundo Flávio Brito Ázar, gerente de obras da empresa, quatro vigas de 25 metros de comprimento - de um total de 20 vigas que vão formar a pista por onde os veículos passarão - foram colocadas anteontem sobre quatro pilares também pré-moldadas de 31 metros de altura que dão sustentação à estrutura. “Com o auxílio de dois guindastes, a operação foi realizada com sucesso”, comemora.

As peças de concreto foram colocadas sobre quadrados de um tipo de borracha denominada Neoprene, material usado na construção civil para reduzir impacto. De acordo com o engenheiro civil Eugênio Gaion, o material absorve as tensões geradas pelo peso dos veículos. â€œÉ como se fosse um joelho. O Neoprene não permite que os materiais de concreto trinquem, pois absorve as cargas e energias depositadas sobre o viaduto”, explica.

A cada viga transportada, o trânsito era interditado por alguns minutos nos dois sentidos da rodovia. Apesar disso, a maioria dos motoristas não se importou em aguardar. “Esse é o preço do progresso. Se é para melhorar, então espero com prazer”, afirma o representante comercial Juarez Francisco da Cunha, que utiliza a estrada três vezes por semana.

A dentista Juliana Regina de Moura Silva - que dirige na rodovia ao menos uma vez a cada 15 dias - concorda com Cunha. “Vou a Marília visitar minha mãe. Estas obras vão melhorar demais a segurança da rodovia. Que mal tem esperar um pouquinho”, questiona. Para confirmar seu contentamento, Nelson de Souza utilizou uma analogia gastronômica. “Tudo tem seu preço. Não há como fazer uma omelete sem quebrar o ovo”, diz o motorista.

Inicialmente, está planejada a duplicação de um trecho de 13 quilômetros da rodovia Bauru-Marília, entre o Núcleo Gasparini e a ponte do Rio Batalha, conforme anunciou o secretário do Estado de Transportes, Dario Rais Lopes, em junho. A obra - orçada em R$ 69 milhões – começou há cerca de três meses e deverá estar quase toda concluída em março do próximo ano.