09 de julho de 2026
Geral

Pesquisa do PAI aponta queda e trauma como acidentes mais comuns na infância

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A maior incidência de acidentes na infância é relativa a quedas e traumas. A constatação é da Seção de Pediatria do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal da Saúde, que divulgou os índices de acidentes na infância verificados após a implantação do formulário de controle de consultas no Pronto-Socorro Infantil (PAI). O primeiro período verificado foi entre 10 de outubro e o último dia 7 e envolveu os atendimentos médicos de crianças de até 12 anos. A informação é da assessoria de imprensa da prefeitura.

Segundo a chefe da Seção de Pediatria, médica Sandra Caldeira Veloso Cariello, foram realizados neste período 7.276 atendimentos. Deste total, 7,5 % dos atendidos, ou seja 545 crianças, sofreram algum tipo de acidente, dos quais 70 % ocorreram dentro de casa.

Em 1º lugar, representando quase 73% dos atendimentos, estão os pacientes que sofreram quedas e traumas, seja de berço, andador, de móveis e pela própria altura. Não houve predominância de idade. A segunda principal causa de atendimento, 5%, foi por conta de ingestão ou colocação no nariz e ouvido de corpo estranho (objetos como bateria de brinquedo, botão, feijão, pedra, entre outros.

O controle é inédito no município e vai possibilitar dois trabalhos paralelos. O primeiro deles envolve os pediatras, que ficaram responsáveis pelo preenchimento do controle. Os médicos mostraram-se bastante estimulados por poderem também atuar em trabalho científico, com números reais. A segunda frente de trabalho vai possibilitar o desenvolvimento de campanhas preventivas e educativas, de acordo com as estatísticas.

A amostragem inicial será feita durante quatro meses. A Chefe da Seção de Pediatria explica que o período é específico porque pegará dois meses de atendimento com período escolar e dois meses de período de férias. “Assim poderemos ter uma amostragem nas duas situações. Vamos fazer o balanço mensal, mas a tendência nós teremos ao final dos 4 meses. Com isso, teremos comprovações reais do que realmente está acontecendo e poderemos colocar a situação de forma científica e buscando ações preventivas e educativas”, disse.

A médica acrescentou ainda que a idéia é estender a pesquisa junto aos prontos-socorros particulares, o que vai dar uma visão completa do município.

Além da rede particular, outra possibilidade de controle mais apurado para fins estatísticos, e até científicos, é por meio de parceria com o Hospital Estadual, neste caso para levantar o agente causador de algumas patologias, como por exemplo a pneumonia. “Podemos ter a estatística de casos atendidos, mas não temos o agente causador”, reforça.

“A idéia de se implantar um sistema de controle detalhado surgiu da necessidade e da deficiência que tínhamos quanto aos números de acidentes domésticos, por exemplo. Também tivemos situações em que verificamos casos mais graves de pneumonia e não conseguimos identificar, com certeza, a causa da doença, que tipo de vírus. E esse controle nos interessa, e muito, não só como agentes gestores de saúde, mas também como profissionais. Por isso vamos tentar ampliar nosso trabalho, com o envolvimento de toda a equipe, que se mostrou bastante entusiasmada com a proposta de aperfeiçoamento”, finalizou a médica.