Os técnicos da Agência Bauru da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) estão iniciando a análise de 34 aterros sanitários da região para o levantamento anual das condições da gestão de resíduos sólidos. Em 2004, o aterro sanitário de Bauru, que recebe uma média de 220 toneladas de lixo por dia, obteve nota 9,5 numa escala de 0 a 10, repetindo a nota de 2003. Mas em 2000, 2001 e 2002, recebeu 9,8, bem perto da nota máxima.
Notas entre 0 a 6 são atribuídas quando o aterro sanitário é considero inadequado. De 6 a 8, para aterro controlado e entre 8 e 10, para os classificados como adequados, explica Alcides Tadeu Braga, gerente da Agência Bauru da Cetesb. Ele ressalta que nos 34 municípios da área de abrangência do órgão há aterros adequados e com problemas.
Além de permitir a elaboração da uma radiografia da gestão do lixo, a avaliação feita em todos os municípios é também uma fiscalização. “Se os técnicos encontrarem irregularidade, já podem autuar e cobrar providênciasâ€, frisa. A avaliação do aterro sanitário é feita com base em três critérios: característica do local, infra-estrutura e condições de operação.
Em característica do local, segundo Braga, são avaliados: capacidade do solo onde o aterro está instalado em suportar a deposição de lixo (não pode ser terreno muito arenoso); localização (não pode estar próximo à áreas habitadas e a corpo d’água); profundidade do lençol freático no local (o quanto maior, melhor); permeabilidade da terra (o quanto menor, melhor); disposição de terra para cobrir o lixo; isolamento visual (quanto maior, melhor); existência de licença e sistema de transporte.
Em infra-estrutura, os técnicos levam em conta se o aterro é cercado; potencial de impermeabilização da base; drenagem do chorume; drenagem da água da chuva; máquinas para cobrir o lixo; única frente de trabalho; controle na quantidade do lixo recebido e atendimento ao projeto aprovado na Cetesb.
Operação
Já nas condições de operação, os técnicos avaliam o aspecto geral do aterro; se há lixo descoberto; a presença ou não de urubus e moscas; a presença ou não de catadores de materiais recicláveis; a descarga de resíduos de saúde e industriais; funcionamento da drenagem pluvial; presença de funcionários trabalhando e as vias de acesso ao local.
A estimativa de Braga é que a radiografia das condições dos aterros de Bauru e região fique pronta entre o final de dezembro e início de janeiro de 2006. O aterro de Bauru, apesar de ter recebido nota acima de 9 nos últimos anos, tem problemas de operação. A Cetesb já autuou a prefeitura neste ano devido à quantidade de lixo sem cobertura de terra.