Desde os primórdios, o “belo†inspira a arte e provoca as mais diversas inquietações. Até o prefeito Tuga Angerami (PDT) se valeu do conceito para elaborar o slogan “Por uma cidade mais bela, mais justa e mais democráticaâ€.
Se depender do secretário municipal do Planejamento (Seplan), Izidoro Schafranski Neto, o belo sairá do plano teórico para o prático. Pelo menos, ele garante trabalhar para tornar real o conteúdo da expressão utilizada pelo chefe do Executivo, apesar das limitações impostas pela crítica situação econômica da cidade.
Na opinião de Schafranski, sua missão estará cumprida quando o bauruense sentir orgulho de caminhar pelas vias públicas. Amplo, esse sentimento de satisfação esbarra em questões como pavimentação de ruas, ampliação da rede de esgoto, criação e manutenção de praças, instalação de escolas e justiça social.
Além da essencial infra-estrutura, intervenções urbanas de grande porte voltadas aos segmentos de lazer, cultura e negócios também garantiriam ao município uma aproximação da beleza desejada. Por essa razão, o JC nos Bairros solicitou aos arquitetos Maurício Queiroz Costa, Edward Albiero Júnior, Jurandyr Bueno Filho, Márcio Colim e Artemis Ferraz a elaboração de projetos que tornas-sem a cidade mais bela e funcional. Afinal, conforme defendem alguns profissionais da área, a arquitetura é arte e, portanto, está imbuída do caráter social.
Partindo desse princípio, as sugestões foram as mais variadas. Desde a integração de Bauru a partir da realocação da linha férrea e da interligação das avenidas Getúlio Vargas e Comendador José da Silva Marta até a instalação de um centro cultural e da implementação de um parque, onde seriam erguidos um centro de convenções e um planetário.
As propostas, que não foram apresentadas oficialmente ao Executivo, nem dispõem de orçamento apurado, seriam capazes de reverter a ausência de identidade visual na paisagem urbana de Bauru.
Para viabilizá-las, a maioria dos profissionais ouvidos aposta nas parcerias público-privadas para um dia, quem sabe, acompanhar pessoalmente os trabalhos nos canteiros de obras.