Transferir os trilhos que cortam o Centro de Bauru para o entorno do novo aeroporto, transformar em avenidas os traçados férreos situados no perímetro urbano e criar um novo Centro para a cidade sobre a área do pátio ferroviário são as principais diretrizes do projeto de integração do município elaborado pelo arquiteto Jurandyr Bueno Filho.
“Com a iniciativa privada, o custo do desvio da ferrovia seria facilmente coberto pelo aproveitamento dessa área imensa do nosso pátio ferroviário. Nesse miolo, eu criaria um grande centro comercial. Poderia ter um grande lago. Faria a convergência do rio Bauru e de córregos que vêm de cima. É tão grande lá que caberia área verde, praça, edifícios comerciais, centro administrativo. Eu mudaria até a prefeitura para láâ€, diz.
Durante a execução do projeto, Jurandyr imagina o loteamento e a venda da área do pátio para a iniciativa privada. Já os recursos necessários para viabilizar o desvio ferroviário também poderiam partir de uma parceria público-privada.
“Araçatuba tirou os trilhos de dentro da cidade. Os traçados já estão prontos, com terraplanagem e tudo. Pela avenida (pavimentada sobre os antigos trilhos), você pode ir da Tilibra até o Sanbra passando pela cidadeâ€, cogita o arquiteto. Na opinião dele, o município deve repensar o pátio ferroviário, reduzido a uma área passível de furtos, depredações e vandalismo.
“Nós fomos o maior povo ferroviário do País, onde cruzavam três ferrovias. De repente, tudo foi descaracterizado. É um estudo que tem de ser iniciado. Deixaria a cidade mais bela. Seria mais uma identidade para Bauru, além do Vitória Régiaâ€, conclui.