Quatro prédios interligados, com lanchonete, café, palco, telão, auditório, laboratórios de música, salas para áudio visual, artesanato e canto, estúdio de gravação, ambiente para leitura, além de salas para pesquisa e reuniões compõem o projeto de um centro de cultura e lazer elaborado pela arquiteta Artemis Rodrigues Fontana Ferraz. Se saíssem do papel, os prédios seriam erguidos num terreno privado, no Jardim Panorama.
“A área é próxima à rodovia Marechal Rondon e à avenida Nações Unidas. É um ponto nevrálgico da cidade. Por ser um trevo, facilita a vinda de pessoas de outros municípios, visto que uma face está voltada para a própria rodovia. Ele fica exposto para quem passa por Bauru. Seria um ponto de referênciaâ€, diz a arquiteta.
O trabalho desenvolvido por ela, preocupado em reverter a carência do bauruense por equipamentos culturais, foi projetado para rebater as características dos bairros que formam um trevo. Ele é disposto pela região do Shopping Center (A), pelo Jardim Panorama (B), pela área dos galpões situados nas proximidades do Condomínio Residencial Parque das Camélias (C) e pela região que engloba tanto a rodovia quanto o Jardim Nicéia (D).“Cada edifício procura refletir as características de cada parte do entorno. A parte A é a mais desenvolvida da cidade. Então, o edifício A é o mais robusto, que tem mais presença do conjunto. O programa construtivo dele prevê uma lanchonete com café, área com palco, telão para ser um atrativo diário, auditório. Já a parte B é caracterizada por edifícios unifamiliaresâ€, explica.
Por essa razão, o edifício B foi elaborado para ter a função de produção. Ele contará com laboratórios de música, de artesanato, sala áudio visual e estúdio de gravação, por exemplo. O prédio C teria como atribuição a ênfase à pesquisa e o D, a entrada do público, com hall e departamento promocional. “As entradas são independentes. Nunca pesquisei a viabilidade do projeto, feito em estrutura metálica. Bauru teria uma aparência de cidade mais moderna. O poder público poderia investir nisso. Por que não?â€, questiona Artemis.