08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Questão indígena


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Quero aqui manifestar apoio à contundente missiva enviada pelo leitor senhor Manoel P. Souza, em que o mesmo se manifesta a respeito desta afronta ao povo e, porque não dizer, um acinte e verdadeiro embuste que é o horário de verão, quando o povo é levado a um sacrifício sem par enquanto o governo não dá sinais em nada de economizar ou fazer sua parte. Parabéns, senhor Manoel.

Mas o que me leva a este espaço é, na realidade, a matéria vinculada pelo JC no dia 17/11/05, onde diz que “índios ocupam a Funai”de Bauru. Sem querer aqui fomentar uma guerra por questões raciais ou qualquer outra conotação ofensiva, me desculpe, mas aquilo que foi mostrado na foto é no minimo questionável, pessoas comuns trajando roupas no melhor estilo de homem branco a reivindicar para si o tratamento especial por parte do governo no tocante à sua condição de índios por seus ancestrais. Pergunto: como fica a situação de muitos quilombolas que vivem na mais absoluta miséria e quase sem assistência governamental? Os negros, com seu trabalho, construiram verdadeiras fortunas que hoje muitos ainda desfrutam com nomes de “famílias tradicionais” e tem em seu quadro de colaboradores (empregados -as-) negros, muitos sem o devido reconhecimento.

Então, vejo que se são realmente indígenas e clamam por algo, devem ter comportamento como tal, isto é, retornar às suas origens, a saber, a selva, nas colônias do Alto Xingu e Amazonas, privados de conforto da civilização, mas dentro de um contexto social de integração com o meio que se identificam e reivindicam. Penso que ficar no Estado mais rico da nação achando que é possível viver de subsidios e benesses do poder público só porque seu tataravô foi um grande guerreiro, na atual conjuntura é no minimo absurdo e de nada contribui para a formaçào de uma sociedade igualitaria, já que, na realidade, são curumins de SP. Não trocam TV, vídeogame e celular por arco e flecha, zarabatana e tacape. Que digam os sofridos escravos e seus descendentes do qual faço parte. Viva Palmares, Zumbi, Antonio Conselheiro. Um abraço, parlamentarismo já, demorou! (Roberto Aparecido Bastos)