O Tribunal de Justiça (TJ) manteve a condenação de Fabiano Aparecido Cardoso pela morte do empresário Nélson Olyntho Machado, desaparecido desde agosto de 2002, ao negar o recurso apresentado por sua defesa, que havia pedido um novo julgamento. Cardoso foi condenado a 16 anos de reclusão em júri popular realizado no Fórum de Bauru no último dia 9 de março.
O promotor Djalma Marinho Cunha Filho, responsável pela acusação no caso, ressalta que Cardoso continua preso, já cumprindo a sentença. No próximo dia 13, outros dois acusados pela morte do empresário, Marcelo Gabriel Ferreira e Reinaldo Pereira de Brito vão a júri popular.
Em março, o julgamento começou com os três réus, mas os advogados de defesa de Brito conseguiram desmembrar o processo ainda no início dos trabalhos. Horas depois, o advogado de Ferreira pediu adiamento da sessão para seu cliente, que foi concedida. Em um dos casos policiais de maior repercussão dos últimos anos em Bauru, até ontem o corpo de Olyntho Machado não havia sido localizado. Ele foi visto, pela última vez, entrando em um carro com os acusados do crime.
Apesar de um deles, Marcelo Gabriel Ferreira, ter confessado que seqüestrou Olyntho e que viu ele sendo espancado pelos outros dois até ficar desacordado, não há informações públicas de que existam provas de que ele realmente morreu.
Ferreira afirmou, em depoimento, que Reinaldo Pereira de Brito, ex-cunhado de Olyntho, e Fabiano Aparecido Cardoso, pretendiam enterrar Machado em uma cova que ele viu já aberta na área rural de Agudos. Porém, perante o juiz, Ferreira negou envolvimento no caso. O motivo para o crime seria uma briga familiar. Machado teria ajudado sua irmã, que era casada com Brito, a sair de Bauru.