09 de julho de 2026
Cultura

Parado, Bibliônibus deixa de atender 9 comunidades

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 1 min

Retomado pela terceira vez em 99, o projeto do Bibliônibus, que tem como objetivo levar possibilidade de leitura a comunidades carentes, está desativado desde agosto do ano passado. De acordo com o secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, as razões vão desde problemas mecânicos até defasagem do acervo.

Devido a essa situação, são nove bairros que deixam de receber o serviço e cerca de 1.600 sócios, principalmente crianças, afetadas diretamente pelo problema. “Não consigo mais ler os livros que eu gostava. Além disso, queria fazer algumas doações, mas não sei se o Bibliônibus vai voltar”, lamenta um garoto residente no Núcleo Otávio Rasi, que preferiu não ter seu nome publicado.

A diretora da divisão de bibliotecas da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Elizete Maria Barro, reconhece a gravidade do problema e afirma que a secretaria está se mobilizando para colocar o Bibliônibus em funcionamento. De acordo com Barro, o projeto para a reestruturação da unidade volante está pronto e aguarda o financiamento de uma empresa da cidade que se firmou como parceira.

“Esperávamos reinaugurar a biblioteca móvel em outubro, mas não tivemos o retorno da empresa que nos forneceria o dinheiro”, explica a diretora. A quantia esperada era de R$ 30 mil. “Com a verba nas mãos, acreditamos que até o final do ano o Bibliônibus esteja em atividade novamente”, anseia.

O projeto atendia uma vez por semana o Parque Jaraguá, o Núcleo Leão XIII, o Núcleo Gasparini, o Núcleo 9 de Julho, o parque São Geraldo, a Vila São Paulo, a Vila Dutra, o parque Santa Terezinha e o Núcleo Otávio Rasi. O acervo era composto por 1770 volumes e realizava anualmente cerca de 2 mil atendimentos.