07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• CUT vai ao MP

O coordenador da subsede Bauru da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Francisco Wagner Monteiro, informou ontem, durante a sessão da Câmara Municipal, que a entidade ingressou com ação no Ministério Público do Trabalho contra a retirada de cobradores de ônibus de linhas em horários comerciais efetuadas por empresas de transporte coletivo da cidade. Monteiro afirmou que a manutenção dos veículos não estaria sendo efetuada de maneira regular.

• Audiência pública

Ao comentar o mesmo assunto, o parlamentar Arildo de Lima Júnior (PP) sugeriu a realização de uma audiência pública para debater o caso. “Precisamos ouvir todas as partes envolvidas, como a categoria dos cobradores, as empresas e a Prefeitura, visando melhorar o transporte coletivo da cidade e evitar demissões”, frisou. O parlamentar é recordista de apartes no plenário, já sendo considerado mais assíduo ao microfone do que a ex-vereadora Catarina Carvalho (PFL).

• Gastos da Educação

A ausência de licitação para a contratação de cursos e palestras pela pasta de educação também foi comentada em plenário. Alguns parlamentares defendem que a secretária Ana Daibem seja convocada rapidamente para explicar os critérios adotados para a inexigibilidade de licitação. Chamou a atenção o fato de a contratação direta atingir cursos de áreas onde a especialização é discutível, como manuseio de cerâmica e papel dourado e ensinamento de matemática por jogos.

• Sapo indigesto

O vereador Antônio Carlos Garmes (PSDB), presidente da Câmara Municipal, afirmou em discurso, durante a sessão de ontem do Legislativo, que não “engoliu o sapo” da questão dos honorários dos procuradores no programa do Refis. O tucano revelou estar esperando o momento certo para enviar requerimentos ao prefeito Tuga Angerami (PDT) solicitando esclarecimentos sobre o caso.

• Garmes e a pipper

Pouco antes de ocupar a tribuna para seu discurso, Garmes saboreava uma bala pipper, que deixou em cima do papel da guloseima, junto a seu acento, na Mesa Diretora, assim que foi ao microfone. Ocorre que, para desespero do vereador, tido como autêntico “mão fechada”, um funcionário veio e “limpou” o local. Garmes lamentou muito ter perdido a bala, mas manteve o bom humor....

• Consulta popular

O vereador Marcelo Borges (PSDB) não gostou da consulta popular feita na edição de ontem do JC sobre a intenção da Secretaria Municipal de Educação de ocupar o prédio da antiga estação da Rede Ferroviária Federal. Segundo o parlamentar, ser favorável à ocupação do imóvel todo mundo é, mas há outras questões mais complexas envolvidas.

• Prefeitura a pé

“Queria ter um carro novo ou trocá-lo todo ano, mas não posso porque não tenho dinheiro. A analogia é a mesma com aquele prédio. De onde vai sair o dinheiro para a desapropriação? A Prefeitura tem recursos para isso? O que será instalado lá? Gostaria que essas e outras questões fossem respondidas pela administração”. O fala-povo da matéria de domingo teve apenas a intenção de sentir as opiniões de dezenas de bauruenses.