10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Comércio pode contratar mais de 2.500 temporários no Natal

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, calcula que, devido ao aquecimento do comércio em 2005, as lojas da cidade podem contratar mais trabalhadores temporários do que no ano passado para atender a demanda do Natal. “A expectativa é de aumento de até 10% nas vendas”, projeta. Segundo ele, isso elevaria as contratações de funcionários para o período, que em 2004 foi estimada em cerca de 2.500 temporários.

O economista Carlos Sette, consultor de empresas e coordenador de economia da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), acredita que a oscilação no número de contratações não será muito grande. “Não houve mudanças muito significativas para o comércio de Bauru neste ano, portanto, acredito que o número de contratações não irá variar muito”, explica.

A oportunidade de trabalhar no final do ano deixou Andreia Hornes Donaire de Carvalho, 22 anos, mais otimista. Desempregada há sete meses, ela foi chamada para auxiliar nas vendas de uma loja de confecções. Junto de mais 13 funcionários temporários, ela recebeu treinamento e já está atendendo. “Eu já era cliente da loja e resolvi tentar um emprego”, conta.

A maior expectativa de Andreia é ser efetivada no emprego para ajudar a aumentar a renda da família. Até ser chamada para trabalhar, ela contava apenas com o salário do marido para as despesas do lar e do filho de 1 ano. “Estou bastante animada. Espero ter muito trabalho e vou me esforçar para ficar definitivamente”, conta.

A expectativa do aumento de vendas neste ano pode proporcionar a contratação de muitos temporários. E as lojas ouvidas pela reportagem estão otimistas. “A expectativa é de um aumento de 10% nas vendas”, revela Marluce Araújo Cavaca, gerente de uma loja do ramo de jóias e relógios.

Para atender a essa demanda, as duas unidades da empresa contrataram 14 funcionários temporários para atuar durante 45 dias. “No ano passado, dois temporários foram efetivados”, revela a gerente.

O dobro

Com duas lojas em Bauru, uma empresa do setor de moda quase dobrou o número de funcionários temporários contratados em relação ao ano passado. Na unidade localizada na avenida Getúlio Vargas, já foram admitidos oito profissionais e mais três serão chamados até dezembro. Em 2004, a mesma loja contratou seis vendedoras. “E quem se destaca, acaba ficando”, revela a gerente Noêmia Mara Borges Silva. Com tanto investimento, ela espera faturamento até 20% maior em relação ao ano passado. “As vendas já estão melhorando desde outubro. Estamos bem otimistas para este Natal”, revela.

Desde o início de outubro, uma loja de móveis e eletrodomésticos está trabalhando com nove funcionários temporários. Eles foram contratados para as vendas do Dia das Crianças e vão permanecer na unidade para o final de ano. Além deles, a loja irá contar com mais seis temporários para o Natal. Os 15 funcionários colocados nesse regime, três a mais que em 2004, trabalharão até a segunda quinzena de janeiro.

“Vamos alinhar a necessidade da loja ao bom desempenho deles, e possivelmente alguns permanecerão no quadro de funcionários”, afirma o gerente Itamar Camargo Vieira. Em 2004, 50% dos funcionários temporários foram efetivados, contabiliza o gerente.

O economista Carlos Sette lembra que as contratações também representam uma reciclagem dos empregos no comércio, pois muitos temporários acabam tomando o lugar de funcionários que não eram mais tão produtivos.