11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Seguro residencial custa em média R$ 3,5 mil ao ano, afirmam corretores

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil tem uma participação ainda “acanhada” no ranking mundial de captação de seguros: ocupa o 46º lugar, com participação de apenas 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Cálculo feito por corretores de Bauru e Jaú, a pedido da reportagem, mostra que o preço médio de um seguro residencial válido por um ano gira em torno de R$ 3,5 mil, em média.

Mesmo ainda sendo um valor alto para muita gente, os executivos do ramo afirmam que o mercado vem registrando crescimento ano a ano, acompanhando o aumento da violência, acidentes e desastres naturais.

Pelo exemplo hipotético criado pelos corretores, o pagamento do seguro poderia ser dividido em dez parcelas. Neste caso, o cliente teria direito a cobertura por incêndio (se o estrago fosse inferior a R$ 100 mil); por danos elétricos (inferiores a R$ 10 mil); roubo de bens, exceto veículos (inferiores a R$ 10 mil); por responsabilidade civil familiar em casos de danos a terceiros (inferiores a R$ 10 mil), e por acidentes naturais (inferiores a R$ 10 mil).

Segundo os corretores Waldemar Strongen e Valdemir Antonio da Silva, os valores de um seguro residencial variam de acordo com as coberturas solicitadas pelo cliente. Nos últimos anos, a procura no mercado de Bauru tem sido maior para coberturas de roubo e danos elétricos.

“Cada vez mais as pessoas procuram fazer um seguro para sua residência, porque os roubos são cada vez mais freqüentes”, aponta Strongen. Eles participaram, ontem, de um encontro que reuniu em Bauru corretores de sete cidades.

Na opinião de Silva, o cliente só se preocupa em fazer um seguro quando a violência torna-se mais próxima de seu dia-a-dia. “Quando a família se sente insegura, resolve fazer um seguro residencial”, diz.

Quem preferir contratar um seguro mais específico e mais caro, pode optar por outros tipos de cobertura, como a de jóias. Em outros casos, os vidros e mármores da residência também podem ser incluídos no seguro.

Em mais um exemplo criado pelos corretores, neste caso o contratante pagaria R$ 90,00 para incluir no contrato o item “quebra de vidros, espelhos e mármores”. Desta forma, ficariam assegurados objetos de até R$ 5 mil (valor total) dentro de um contrato de um ano.

Os tipos de cobertura mais comuns são incêndio, raio e explosão; vendaval, granizo e impacto de veículos; danos elétricos e curto-circuito; perda de pagamento de aluguel; desmoronamento total ou parcial; quebra de vidros, espelhos e mármores; roubo e furto qualificado e responsabilidade civil (familiar, esporte ou empregada).