09 de julho de 2026
Geral

Urgência ‘segura’ consultas no PS

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Choradeira, gritaria e impaciência mais uma vez tomaram conta ontem à noite do Pronto-Atendimento Infantil (PAI). O barulho das crianças, aliado à demora nas consultas, “agravaram” a situação dos pais que cobravam rapidez na assistência médica. Mais silencioso, o problema também afetou o Pronto-Socorro Central (PSC), onde pacientes até duvidavam do plantão de médicos.

A equipe, porém, estava completa para o atendimento adulto e reforçada na pediatria, informa o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Aigiro Kamada. De acordo com ele, no primeiro caso, sete especialistas acolhiam a demanda. No infantil, o número era de quatro.

“Diz que tem três médicos aqui, mas eu queria ver. Não deve ter porque a demora é grande. Ela (a neta) estava com 39,5 graus de febre. Deram um medicamento e agora estamos esperando. Só Deus sabe a hora que vamos sair daqui”, comenta Cecília Gabriel, que levou Barbara, 5 anos, e Diogo, 3 anos. Ambos os netos com febre e dor na garganta.

Já o problema do marido Eva Adorno se concentrava no abdome. “Ele está com muita dor. Se pelo menos desses alguma coisa para ele tomar, mas nada. Acho que não tem ninguém no consultório médico”, afirma. Ela pode ter tido a impressão porque tanto no PAI quanto no PSC os casos urgentes são priorizados, informa Kamada. Enquanto o JC atendia, uma viatura do resgate do Corpo de Bombeiros trouxe uma vítima de atropelamento, que morreu posteriormente.

“Quando tem um caso grave (que necessite de vários especialistas) ou um pico de atendimento, atrasa as consultas (subsequentes). Não dá para fazer emergência e ambulatório no mesmo lugar. O problema é essa inversão na saúde”, conclui.