08 de julho de 2026
Regional

Negado pedido de prisão de editor

Por Folhapress | Com Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - A Justiça de Marília (100 quilômetros de Bauru) negou o pedido de prisão do editor-chefe do jornal “Diário de Marília”, editado pela Central Marília Notícias (CMN), José Ursílio Souza e Silva. A polícia acusa o jornalista de ter corrompido uma testemunha no processo que investiga um incêndio criminoso em 8 de setembro na empresa.

Ursílio é acusado pela polícia de ter dado R$ 2.000,00 a uma testemunha para alterar o depoimento à Justiça. O delegado Gilson Quintino de Souza, do 3.º Distrito Policial de Marília, que pediu a prisão, disse que Carlos Valdenebri afirmou ter recebido a quantia do jornalista para mudar suas declarações.

Souza foi quem prendeu, há duas semanas, o representante comercial Marcelo Alexandre Dias no momento em que, supostamente, tentava extorquir uma das testemunhas arroladas no processo para fornecer novo depoimento no caso do incêndio na CMN. O objetivo seria reforçar as acusações contra o ex-prefeito Abelardo Camarinha, apontado como um dos suspeitos pelo incêndio que destruiu parcialmente o prédio da CMN.

Na representação enviada ao Fórum, o delegado Souza argumenta que José Ursílio evadiu-se do local onde foi preso Dias e, desta forma, conseguiu fugir da prisão em flagrante. Na opinião do delegado, não há dúvida sobre sua participação do jornalista no crime.

De acordo com a denúncia, Dias e Ursílio teriam oferecido R$ 2 mil em dinheiro a Valdenebre para que o mesmo incriminasse Camarinha em depoimento. O flagrante da Polícia Militar aconteceu quando Dias estava dentro de um Monza com Valdenebre. O dinheiro foi achado no bolso de Valdenebre. Questionado sobre a procedência daquele valor, ele teria dito aos policiais que era para que prestasse depoimento contra Camarinha.

O delegado justificou o pedido de prisão preventiva do editor alegando que Ursílio poderá “trazer grandes transtornos à Justiça”.

No dia em que foi pedida a prisão preventiva, o editor disse ao JC que estava tranqüilo e esperava que fosse feita justiça. Marcelo Dias, que havia sido preso pelo delegado Souza, foi libertado ontem.