08 de julho de 2026
Regional

Acusada de homicídio será julgada hoje

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 2 min

Arealva - Começa hoje, às 9h, no Fórum de Bauru, o julgamento de Rosa Maria Bento, acusada de matar e ocultar cadáver de Luzia Bento, na época com 42 anos. O crime, ocorrido em 11 de novembro de 2003, abalou a cidade de Arealva (41 quilômetros a nordeste de Bauru).

Rosa e Luzia - que apesar do mesmo sobrenome não tinham nenhum grau de parentesco - eram vizinhas e tinham problemas de relacionamento. Segundo familiares da vítima, os atritos teriam começado quando Luzia acusou Rosa de estar traindo o marido.

A relação das duas teria piorado quando o marido foi embora de casa e deu entrada em um processo de separação judicial. Luzia depôs contra Rosa no processo. Rosa, então, levou o trabalhador rural Wilson Lenharo, o suposto amante, para morar com ela.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Kléber de Oliveira Granja, a situação mudou quando Rosa procurou Luzia para uma reaproximação amigável. Em seu depoimento à polícia, Rosa alegou que se aproximou com a intenção de tentar convencer Luzia a não depor contra ela no processo de separação.

Na tentativa de reverter a situação, Luzia teria proposto a Rosa fazer um trabalho de macumba para que o ex-marido voltasse para ela. Lenharo, o suposto amante, teria sentido seu relacionamento com Rosa ameaçado.

Na noite de 10 de novembro de 2003, por volta da meia-noite, Luzia e Rosa foram para uma encruzilhada, localizada na estrada vicinal que liga Arealva a Iacanga. Assim que Luzia começou o “serviço”, Lenharo teria se aproximado e a golpeado na cabeça com um pedaço de pau de aproximadamente um metro e meio de comprimento.

Caída, Luzia ainda teria tomado outro golpe. Ao perceber que ela estava morta, Lenharo é acusado de enterrá-la em uma cova de, aproximadamente, meio metro de profundidade, que, segundo o delegado, já estava pronta. Na opinião de Granja, o crime foi premeditado.

Sobre a cova foi colocada a carcaça de um animal morto. De acordo com o delegado, esta atitude teve como objetivo dissimular o cheiro do corpo em decomposição.

O crime foi descoberto depois que a acusada contou o que havia acontecido para um de seus filhos. O garoto não conseguiu guardar segredo e contou para uma amiga. A informação chegou até a polícia. O corpo foi encontrado mais de um mês após o crime, no dia 19 de dezembro, em avançado estado de decomposição. No mesmo dia, foi pedida a prisão temporária dos dois acusados. Lenharo foi encaminhado para a cadeia de Avaí e Rosa para a cadeia feminina de Cabrália Paulista.