09 de julho de 2026
Nacional

Copom reduz Selic para 18,5% ao ano

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Conforme o esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu ontem a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, de 19% para 18,5% ao ano. Esse é o terceiro corte consecutivo na Selic.

A decisão, já esperada pela maior parte dos analistas do mercado financeiro, ocorre mesmo depois de a inflação de setembro ter ficado bem acima da registrada no mês anterior, 0,75% contra 0,35%. Ainda assim, uma pequena parte do mercado acreditava em uma redução maior, de 0,75 ponto percentual.

A continuidade da política de redução dos juros foi possível porque a trajetória da inflação para este ano e para o próximo continuam próximas da meta. Na última pesquisa feita pelo BC com analistas, a previsão era de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 5,53% neste ano. Para o ano que vem, eles esperam uma inflação de 4,55%.

O IPCA é o indicador usado pelo governo para as metas de inflação, que neste ano é de 4,5%, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Embora a meta seja de 4,5%, o BC anunciou em setembro do ano passado que iria perseguir uma taxa de 5,1%. Para 2006, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais.

Um dos motivos que levou o BC a adotar uma política monetária mais dura por nove meses -entre setembro do ano passado e maio deste ano - foi o temor de que a recuperação econômica provocasse reajustes nos preços por parte da indústria. Essa pressão pode ser maior se a indústria não for capaz de atender toda a demanda. Mas esse risco foi descartado neste ano, quando a indústria passou a crescer em um ritmo um pouco menor. Em setembro, a produção industrial caiu 2% na comparação com agosto, segundo o IBGE.

Na comparação com setembro do ano passado, o crescimento foi de 0,2%. Além disso, a preocupação em relação ao petróleo no mercado internacional está menor, já que houve um recuo nos preços. Isso afasta a possibilidade de um novo reajuste nos preços da gasolina no mercado interno.

O Copom divulga a ata da reunião ocorrida anteontem e ontem na quinta-feira da próxima semana.