Cresce a consciência de que o progresso, da forma como hoje acontece, está depredando o meio ambiente. O vilão é a cobiça humana sem limites, que se serve de mecanismos para explorar os recursos naturais dos nossos ecossistemas. Esta cobiça dita suas regras impiedosas, supervalorizando o lucro em detrimento do trabalho humano e da ecologia. São as leis do mercado, expressas na concorrência e competição ferozes, que suplantam a justiça e solidariedade humanas.
Em seu livro "The Web of Life, Fritshof" Capra descreve o processo da vida em forma de rede. Este símbolo explicita a dependência mútua entre os seres, formando uma unidade viva e global. Quando se rompe uma malha deste tecido da vida, fica ameaçada toda a sua estrutura, gerando desequilíbrios em forma de desastres ecológicos. Ecologia é o estudo que esclarece as relações dos seres vivos, com o meio ambiente natural e sua adaptação ao meio ambiente físico.
Portanto, é um estudo e uma prática que viabilizam a sustentabilidade da vida em suas diversas manifestações no planeta Terra. Estas formas de vida, conviveram harmonicamente por milênios e raramente foram quebradas por catástrofes naturais, como aquela que pode ter exterminado os dinossauros. Vamos aqui citar algumas das causas: o crescente desequilíbrio ecológico tem sua origem no desrespeito à natureza e na exploração impiedosa dos recursos naturais. A cobiça humana não só ameaça a biodiversidade, mas a própria sobrevivência da espécie humana. Ao criar “músculos fortes” através da mecanização, a humanidade acelera este processo de degradação ecológica.
O que a natureza criou num processo evolutivo de milhões de anos, a moderna tecnologia destrói em poucos segundos. Isso aconteceu e acontece no devastamento das matas, na mecanização da agricultura, rasgando o ventre da mãe-terra em busca de ouro, carvão, pedras preciosas ou madeiras. Este processo de dilapidação traumática do ecossistema se repete hoje na Amazônia Legal. Em outros lugares é o uso descontrolado e irresponsável do petróleo, da energia atômica e da transgenia, que ameaça todo o ecossistema do planeta. Este mau uso torna-se, assim, uma ameaça permanente e crescente para nossa sobrevivência.
João Álvares - Delegado regional da Associação Paulista de Imprensa