11 de julho de 2026
Polícia

Polícia Científica não descobre causa de fogo em fábrica de colchões

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Científica não conseguiu descobrir o que causou o incêndio que destruiu a fábrica de colchões na Vila Cardia, no mês passado. O perito Abimael Pires Correia, que assinou o laudo do caso, relatou que não foi possível apontar o que teria iniciado o incêndio. “A monta e a extensão do incêndio, o tipo do material combustível e a incineração resultante não permitiram ao relator determinar a causa do sinistro”, escreveu Correia.

Ele acrescentou ainda que não é possível afirmar que incêndio seja de natureza criminosa. Conforme noticiado pelo JC, um prédio residencial de 24 apartamentos localizado atrás da fábrica também foi interditado na ocasião, mas o proprietário Antônio Tonon permitiu o retorno dos moradores após uma semana de desocupação mesmo sem o aval da Defesa Civil.

A Secretaria de Planejamento (Seplan) enviou ao proprietário do imóvel uma notificação pedindo a desocupação do prédio ou a apresentação de um laudo pericial particular atestando a segurança estrutural do prédio. Após a recusa de Tonon em assinar e receber o documento, a Seplan publicou a notificação no Diário Oficial de Bauru no dia 17 de novembro.

Segundo publicado no Diário Oficial, o não cumprimento das determinações de desocupar o imóvel ou apresentar um laudo técnico, implica em responsabilidade ao proprietário por qualquer incidente envolvendo a ocupação do prédio, a interdição do imóvel e outras sanções administrativas e judiciais cabíveis no caso.

Prédio ao lado

Apesar de o engenheiro da Seplan, Ricardo Tadeu Vaz Coelho, afirmar que não recebeu o laudo técnico do prédio residencial, o proprietário afirma que tudo já foi resolvido e que não pretende dar mais informações à reportagem.

A reportagem não conseguiu falar com Eliane de Souza Delfino, sócia-proprietária da fábrica incendiada, mas apurou que a empresa iniciará suas novas instalações no Distrito Industrial 1 provavelmente na próxima semana. A informação é que, até que a fábrica se restabeleça, serão empregados apenas parte dos antigos funcionários, mas a intenção é recontratar todos os funcionários que trabalhavam no local que pegou fogo.