A cocaína é mais vendida na zona sul, de acordo com Santos. “É uma droga mais cara, usada por pessoas de nível social diferenciado. Tem jovens e adultos com mais idade, pessoas mais esclarecidas que se envolvem com a droga”, frisa.
De acordo com Santos, o consumo de ecstasy é baixo porque é uma droga ainda mais cara que cocaína. “Existem fatores limitantes. O valor da droga e o medo de utilizá-la porque ela pode provocar uma parada cardíaca são dois deles”, diz.
O haxixe não tem cliente específico. “Mais barato que a cocaína, é uma droga concentrada. Já o crack é mais usado na periferia e, juntamente com a maconha, estão ligados à criminalidade”, ressalta Santos.
Sabendo disso, periodicamente a Dise desenvolve o combate aos pequenos pontos-de-venda de substância entorpecentes. “Nem sempre apreendemos quantidades consideráveis. Mas o funcionamento contínuo de pequenos pontos de tráfico faz com que, no final do mês, essa venda seja significante”, frisa o delegado.
São estes pontos de tráfico que distribuem as droga saos jovens da periferia. “Na maioria dos casos, os jovens iniciam-se nas drogas por problemas sociais. Passam a praticar pequenos furtos e depois se envolvem com crimes mais graves, sob o efeito das drogas. Dentre eles o roubo e homicídio”, destaca.