Bocaina - Mais uma opção de lazer e entretenimento passará a fazer parte do cotidiano da população de Bocaina (69 quilômetros de Bauru). A prefeitura reabre hoje o Cine Jequitibá. E a primeira exibição será nada menos do que o filme mais visto dos últimos tempos no Brasil: “Dois Filhos de Francisco”, que narra a trajetória de vida da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano.
A Karel, calçados femininos do município, está patrocinando o custo do filme de R$ 500,00, com direito a colocar um anúncio (banner de plástico) na entrada do cinema. Metade do que for arrecadado com a bilheteria ficará com a distribuidora do filme e o restante irá para a prefeitura.
O prédio do cinema pertence desde 1952 ao município, mas a exibição de filmes e os equipamentos estavam terceirizados desde o início dos anos 90, segundo informou a assessoria de imprensa da prefeitura. O cinema chegou a fechar as portas em meados de junho deste ano.
Para reabri-lo, a prefeitura investiu R$ 15 mil em equipamentos de exibição e R$ 4 mil na reforma do prédio do cinema, com nova pintura e novo piso.
O prefeito João Francisco Bertoncello Danieletto (PV), disse que a “municipalização” do Cine Jequitibá permitiu ao município assumir as exibições de filmes, proporcionando diversão e lazer à população a custo baixo. Será cobrada apenas meia-entrada de R$ 5,00 por sessão. O cinema tem capacidade para 420 pessoas sentadas.
Atualmente, o prédio do Cine Jequitibá é utilizado para grandes eventos, exibição de shows musicais e peças de teatro. Antes da sessão, a prefeitura fará homenagem a três bocainenses que trabalharam no Cine entre 1952 e 1982: Walter Milanesi, Martha Nigro e Élvio Vicentini Júnior.
Milanesi trabalhou na portaria do cinema. Ele relembra histórias daquela época, quando o local viveu seu auge em Bocaina. Os lanterninhas de gravata, a vigilância para evitar que os adolescentes pulassem o muro e “varassem” o cinema.
Os maiores recordes de bilheteria do Cine Jequitibá ocorreram nos anos 60 com Mazaropi. “Tenho saudades daquela época. Havia duas sessões aos sábados, uma no domingo e outra na segunda. O pessoal da zona rural, que era bastante, não perdia um filme do nosso Jeca Tatu”, recorda Milanesi.
Outros filmes que fizeram sucesso foram os épicos, com “Ben Hur”, “Os 10 Mandamentos”, “Sansão e Dalila”, os bang-bangs, como “O Dólar Furado” e “Django”, também marcaram os anos 60, segundo Milanesi.