07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar das perspectivas otimistas para as vendas este ano, um fato preocupante foi revelado essa semana. A Fiat e a General Motors do Brasil (GM) estimam queda de até 30% no volume de exportações em 2006 em razão da desvalorização do dólar frente ao real.

A informação preocupa realmente porque não é de hoje que as exportações são consideradas uma “tábua de salvação” para as montadoras em virtude dos altos e baixos das vendas no mercado interno. Lembro que o vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, comentou certa vez que os negócios externos são um “interessante complemento” às atividades das fábricas no País”.

Por falar em GM, o presidente da montadora no Brasil, Ray Young, prevê diminuição de 20% a 30% nos embarques de veículos em 2006. Já o diretor-superintendente da Fiat Auto para a América Latina, Cledorvino Belini, estima que as exportações deverão ser de 70 mil veículos em 2006, 30% abaixo dos 100 mil a serem exportados este ano.

Segundo Belini, o preço do carro nacional perdeu competitividade por causa da variação cambial e outras unidades da Fiat no mundo vão suprir parte da demanda atendida antes pelo Brasil. Young declarou que a decisão de diminuir as exportações foi tomada porque a empresa está tendo prejuízo com as vendas externas. Para Young, a política do governo deveria impedir que o real se valorizasse mais. “Esse câmbio atualmente é perigoso para nós”. Na sua opinião, o câmbio “ideal” seria de R$ 2,70.

Tanto a Fiat como a GM esperam compensar o freio no mercado externo com as vendas no próprio mercado brasileiro no ano que vem. Tomara que consigam.