O deputado federal Milton Monti (PL-SP) esteve ontem em Bauru e falou sobre a reestruturação do Partido Liberal, após as saídas do senador, bispo Marcelo Crivella (RJ), e do vice-presidente da República José Alencar, ambos para o Partido Republicano Brasileiro (PRB). Repetindo o discurso apresentado nos programas do PL, Monti afirmou que a sigla foi a que mais cresceu proporcionalmente nos últimos anos e que a troca partidária é normal. “O partido continua buscando seu fortalecimento”, disse.
Para o deputado, as eleições do próximo ano serão decisivas para a legenda. Ele acredita que 2006 será uma prova de fogo para os partidos médios e pequenos, pois aqueles que não atingirem 5% do total de votos em todo o País, terão sérias dificuldades em se manter. “Esses partidos não terão participação no fundo partidário e não vão ter inserções na televisão. Então, nós estamos procurando fazer com que o partido cumpra essa obrigação”, afirmou.
Monti falou ainda da verticalização das coligações. Atualmente, os partidos não podem se coligar na eleição presidencial e serem adversários nas eleições para os governos de Estados. Segundo ele, a proposta para mudar a regra de verticalização vai a plenário na próxima semana. “Se a regra mudar, eu confesso que facilitaria, pois o partido ficaria livre para fazer uma coligação e tentar eleger o maior número de deputados possível”, destacou.
Orçamento
Monti também falou sobre a votação do Orçamento de 2006. Coordenador da bancada paulista no Congresso Nacional na discussão do Orçamento, o deputado disse não acreditar que a oposição obstrua a votação. Ele ressalta que governadores e prefeitos dos partidos de oposição poderão ser prejudicados, caso o Orçamento não seja votado. “Não me cabe discutir a estratégia da oposição. É um direito que a eles têm de tentar obstruir a tramitação do Orçamento, mas não se deve misturar as coisas”, disse.