Com uma fila de espera estimada em 21 pacientes, a criação de uma central de regulação de serviços, com a função de avaliar cada caso e agendar os atendimentos médicos em Bauru foi consenso entre os representantes de órgãos de saúde do Município e do Estado que se reuniram ontem no Hospital Estadual (HE) com o promotor de Justiça da Defesa da Cidadania, Fernando Masseli Helene.
O prefeito Tuga Angerami (PDT), que participou da reunião, disse esperar que a central de regulação de serviços esteja funcionando já no próximo ano. A central, composta por uma equipe de profissionais concursados, irá fazer um cadastro do paciente, especificando o problema de saúde apresentado. Desta forma, a central fará uma triagem dos atendimentos e agendará exames.
A partir destes dados, caberá à central encaminhar o paciente para a unidade de saúde especializada – do Município, do Estado ou da Associação Hospital de Bauru – na área que ele precisa de atendimento. Na opinião de Affonso Viviani Júnior, diretor da Direção Regional de Saúde (DIR-10), a central é de extrema importância, pois reduzirá o problema das filas de espera para atendimentos médicos.
“A central vai atuar para impedir que o problema que estamos tendo agora não se repita daqui a algum tempo”, ressalta. A central de agendamentos será informatizada e centralizará tanto os dados de pacientes que aguardam atendimentos quanto das vagas disponíveis nas unidades de saúde do município.
A secretária de Saúde de Bauru, Tereza Feifer, explica que outro problema que deve ser sanado com a criação da central é dos pacientes que agendam consultas, mas não comparecem para atendimento. “Em um mês já tivemos mais de 2 mil pacientes faltosos. Pela central será possível ligar para o paciente e verificar se ele vai à consulta. Caso um paciente diga que não vai comparecer, podemos agendar outro paciente, otimizando assim o serviço e atendendo quem necessita”, disse.
A criação da central surgiu a partir de uma reunião convocada há cerca de dez dias por Masseli Helene que, alarmado com a morosidade no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), decidiu discutir o assunto com as autoridades competentes.
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Cartão de ponto
Na reunião de ontem também foi discutida a reclamação de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de que alguns médicos estariam cumprindo apenas parte do expediente na prefeitura. De acordo com Tuga Angerami, a prefeitura estuda a implantação de um sistema digital para controlar o horário dos médicos. “O médico deverá colocar sua digital em um sensor e depois digitar uma senha, tanto quando entrar quanto na hora de sair”, explica.
Os dados do “cartão de ponto” digital seriam salvos em um disquete e analisados no final do mês. Se o problema não for solucionado a partir desta medida, o caso e o nome do médico poderão ser enviados para a Corregedoria da prefeitura e para o Conselho Regional de Medicina (CRM).