09 de julho de 2026
Bairros

Plano contra chuvas inclui sacos de areia

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Na falta de galerias para drenar a água da chuva, sacos lotados de areia serão usados para montar barreira em locais que geralmente inundam. A estratégia, apesar de simples, é um das ações que integram o plano de emergência de Bauru para as chuvas do verão, que costumam ser fortes.

Ontem, o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, e o Chefe de Gabinete da Prefeitura, Paulo Sérgio Canalli, estiveram reunidos com representantes de diversos órgãos, como Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, para traçar o plano de atendimento a ocorrências durante a época de chuvas.

“Já tínhamos estas barreiras com saco de areia na calçada da rua Halim Aidar para proteger uma creche, que precisam ser renovados porque estão estourados. E vamos elencar outros pontos baixos da cidade onde a água da chuva precisa ser desviada”, explica Nélson Fio, secretário das Administrações Regionais (Sear).

O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, concorda. “Os sacos de areia são usados em todo o mundo para contenção de água da chuva em casos de emergência”, explica, ressaltando que o ideal é fazer obras de drenagem e a população se conscientizar de que não pode jogar lixo na rua. “Infelizmente, além de obras, dependemos da educação da população que joga lixo na rua, material que acaba entupindo as tubulações”, comenta.

Ele está falando de problemas como entupimento de bueiros, que acabam contribuindo para inundações. A chuva de ontem, por exemplo, não foi tão forte - o acumulado das últimas 24 horas foi de 20 milímetros -, mas mesmo assim deixou lâmina de água em vários locais, inclusive na avenida Rodrigues Alves, porque um bueiro estava entupido. “Nós estamos limpando os bueiros umas duas vezes ao ano, mas infelizmente as pessoas jogam lixo na rua, causando o entupimento”, frisa.

Apesar das dificuldades, Brito está confiante de que Bauru vai enfrentar bem o período de chuvas. “Foram feitas várias obras, algumas em cumprimento ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público. A avenida Gabriel Rabelo de Andrade, no Parque Jaraguá, foi recuperada, inclusive as galerias pluviais. E agora começam a pensar na região baixa do bairro”, explica.

Mas duas regiões críticas em época de chuvas fortes, a avenida Alfredo Maia e a avenida Nações Unidas, ainda estão despreparadas. “Dependemos de um maquinário para dragar o pátio da ferrovia e, assim, evitar inundação na avenida Alfredo Maia e na quadra 1 da rua Aviador Gomes Ribeiro, onde sempre entra água. Já na avenida Nações Unidas, dependemos de obras maiores, como piscinões”, frisa.

A última grande tragédia causada pela chuva em Bauru foi em fevereiro de 2001, quando três pessoas morreram na enxurrada e uma outra desapareceu - até ontem o corpo não havia sido localizado.

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Estrutura para 250 desabrigados

A Defesa Civil tem estrutura para atender até 250 desabrigados, o que envolve acomodação e alimentação, segundo Álvaro de Brito. O órgão conta com o apoio do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), o que possibilita programar as providências de acordo com as previsões para um raio de 700 quilômetros de distância.

Paulo Canalli informou que até o início do próximo ano a prefeitura deve adquirir um equipamento que viabilizará à Defesa Civil captar as informações sobre as condições do tempo simultaneamente com o IPMet, o que facilitará as ações em caso de chuvas fortes. Nos últimos anos a média de desabrigados durante os temporais foi de 12 pessoas.

Na reunião de ontem, ficou definido que os órgãos envolvidos serão divididos em chaves e cada uma delas terá um responsável por acionar os outros participantes, coordenados pela Defesa Civil. As primeiras a serem acionadas serão as secretarias de Obras e Administrações Regionais.