Como usuária do transporte coletivo, assisto diariamente, na linha Centreville, a atitude carinhosa de um cobrador para com uma senhora portadora de uma deficiência. Ele a auxilia a descer do veículo e ela, por gratidão, sorri e fica acenando até que o ônibus se vai...
Num mundo em que elogiar parece estar fora de moda, e onde os olhos humanos parecem treinados apenas para ver o que é mau e reclamar, talvez a atitude desse profissional e de tantos outros que desempenham suas funções com eficiência e carinho passe despercebida pela maioria das pessoas.
Mas penso que, num futuro breve, quando for concretizada a intenção de substituir os cobradores de ônibus pelas catracas eletrônicas, gestos como este nos farão muita falta, comprovando mais uma vez que o homem nem sempre pode ser substituído pela máquina - porque, como disse um dia Charles Chaplin, “Mais do que máquina, precisamos de humanidade; mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.”
Edelmaris C. de Moraes - RG 25.158.715-0