São Paulo - A inflação do município de São Paulo recuou para 0,44% na terceira quadrissemana de novembro - período de 30 dias até 22/11-, segundo dados divulgados ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe).
A taxa é menor do que a apontada na semana passada, que foi de 0,53%. Trata-se, na verdade, do menor índice de inflação em dois meses - na terceira semana de setembro o índice havia ficado em 0,26%.
Nos últimos 30 dias, a maior alta entre os grupos pesquisados ficou com o item Alimentação, de 0,76%. Itens como a carne bovina tem ajudado a elevar os preços. Os demais grupos apresentaram as seguintes variações: Transportes (0,49%), Despesas Pessoais (0,47%), Saúde (0,40%), Vestuário (0,31%), Habitação (0,26%) e Educação (0,03%).
O coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, projeta inflação de 0,50% em São Paulo para o fechamento de novembro. Em outubro, O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe registrou taxa de 0,63%, a maior desde abril, quando atingiu 0,83%.
No mês passado, além da pressão dos combustíveis, houve um impacto adicional no índice de inflação por conta da alta da carne, influenciada pelo período de entressafra e pela febre aftosa no Mato Grosso do Sul - que provocou um choque negativo de oferta.
IPCA-15
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) acelerou para 0,78% em novembro. No mês anterior, o indicador havia apurado alta de 0,56%. Transportes e alimentos foram responsáveis por 64% da taxa do mês de novembro.
O grupo transportes registrou alta de 1,31%, o que representou um impacto de 0,29 ponto percentual na taxa de novembro. O comportamento dos preços foi influenciado pela alta das passagens aéreas (13,21%), da gasolina (1,26%), do álcool (7,66%) e dos ônibus urbanos (1,48%). O repasse defasado do aumento da gasolina em Goiânia foi responsável em grande parte pela aceleração.
O litro do combustível em Goiânia ficou 10,99% mais caro nos postos de gasolina, ainda refletindo o reajuste autorizado nas refinarias pela Petrobras em setembro. O aumento no preço do álcool também foi puxado por Goiânia, onde o produto teve alta de 17,03%.
A cidade contribuiu ainda com um reajuste de 20% nas passagens de ônibus urbanos a partir de 12 de outubro. Além disso, o reajuste de 13% nas passagens em Salvador desde 1 de outubro foi absorvido no índice de novembro.