08 de julho de 2026
Geral

GEA realiza Pit Stop da Solidariedade

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Acostumados com o assédio de crianças pedindo esmolas nos semáforos, os motoristas que passaram pela quadra 7 da avenida Getúlio Vargas na manhã de ontem se depararam com uma cena diferente. Os condutores eram abordados e conscientizados a não dar esmolas no sinaleiro, mas sim destinar parte do seu Imposto de Renda em favor do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (Fumcad).

A iniciativa é do Grupo Empresarial de Apoio à Criança e ao Adolescente (GEA) em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e tem como objetivo sensibilizar a população. “Queremos que a comunidade se una para ajudar as inúmeras crianças que vivem nas ruas”, afirma a presidente do conselho, Andréa Ferreguti, que lamenta o fato de cerca de 250 crianças estarem nas ruas da cidade.

Além da sensibilização, a idéia é de que as pessoas saibam que podem ajudar sem tirar dinheiro do bolso. “Por lei, pessoas jurídicas podem destinar 1% do Imposto de Renda ao Fumcad, e pessoas físicas 6%. Dessa forma, o dinheiro é revertido para projetos sociais da cidade, ao invés de ir para os cofres públicos federais”, informa o presidente do GEA, Olavo Pelegrina.

Na ocasião, os agentes distribuíram cerca de 2 mil adesivos com a frase “Não dê esmola, dê escola e cidadania”. A campanha, que contou com a participação de muitos adultos, também conquistou as crianças. A pequena Gabrielle Christine Pelegrina, 9 anos, era uma delas. “Eu estou distribuindo os adesivos porque não quero ver crianças nas ruas sofrendo”, diz emocionada. O mesmo ideal atraiu a colega Natália Tashima, que estava colaborando para que as crianças tenham uma vida melhor.

Quem quiser contribuir pode acessar o site do GEA www.geabauru.com .br e imprimir a guia de destinação do Imposto de Renda.

Resultados

Paulo Fernando Lopes não sabia da possibilidade de destinar parte de seu Imposto de Renda a entidades que desenvolvem trabalhos sociais. “Eu não gosto de dar esmolas, prefiro dar comida. Mas agora que sei que posso contribuir, vou ajudar”, diz. A mesma atitude pretende ter Ariadne Rodrigues Brizolla. “Nunca tinha pensado sobre isso, mas agora que sei, vou começar a contribuir”, garante.

A campanha do ano passado deu resultados positivos. “Em 2004, o Fumcad arrecadou cerca de R$ 160 mil, mas sabemos que Bauru tem condições de contribuir com R$ 500 mil”, informa Ferreguti, que espera que neste ano a arrecadação seja ainda maior.

De acordo com a presidente, o dinheiro arrecadado financia programas que têm como objetivo retirar crianças da rua e inseri-las na sociedade. Um desses projetos é o “Nenhuma criança na rua”, da Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes), que atende 86 crianças.

No programa, é feito um levantamento ao longo do ano dos locais de concentração de crianças na rua e, a partir da lista, são traçadas atividades para atender essa demanda, como a inscrição de seus familiares em programas de geração de renda nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras).