Elas são lindas. De cores e formas das mais surpreendentes, as orquídeas chamam a atenção até dos menos atentos. Consideradas da família mais evoluída do reino vegetal, com diversos mecanismos que as diferenciam de outras plantas, as orquídeas são mestres em atrair os insetos para a polinização e são exemplos intercontinentais, pois estão em toda parte do mundo, com exceção apenas dos pólos, por enquanto.
Toda última quarta-feira do mês, os membros do Círculo Bauruense de Orquidófilos se encontram no Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva” para falar sobre plantas. Lá, eles levam suas experiências, mostram suas plantas floridas, discutem as próximas exposições e concluem com uma confraternização.
Na última quarta-feira, a turma se reuniu mais uma vez e levou espécies da África, Oceania, América do Sul e Ásia para marcar sua pontuação. “Cada um traz três plantas que são avaliadas e pontuadas. No final do ano, os mais pontuados são premiados”, explica o orquidófilo Edwin Wittmann.
Hélio Galícia levou sua orquídea para mostrar um experimento. “Com a proibição do uso do xaxim, os orquidófilos testam várias alternativas para garantir sua sobrevivência. Usamos fibra de coco, casca de pinus tratada e até carvão.” As orquídeas também precisam de substratos para que possam se desenvolver.
Elas podem ser trepadeiras, como a Vanilla (de onde é extraída a baunilha) ou microscópicas, do tamanho de um alfinete. São mais de 20 mil espécies espalhadas pelo globo e o interesse do homem por seu cultivo se deu há mais de 3 mil anos, sendo que a cada dia, novas pessoas se interessam por seu cultivo.
Paixão
Durante a reunião mensal, a orquidófila Maria Carmem Sacaro foi presenteada pelo grupo, através das mãos do presidente Istoshi Saito, com uma orquídea, pelo seu primeiro mês de participação. “Fui a uma exposição em julho e me apaixonei. Cheguei no grupo e comecei a aprender a cultivar.” A mais nova apaixonada por orquídeas do grupo salienta a importância dos encontros, fundamentais para encorajar os recém-chegados. “Temos palestras e aprendemos técnicas em cada encontro. Além dos momentos agradáveis entre os membros da turma de orquidófilos, que me receberam muito bem. E eu sou totalmente leiga”, salienta.
Como Maria Carmem, mas com um pouquinho mais de tempo na casa, Eliézer Soares da Rocha chegou em agosto e se encantou. “Agora já sou associado do Círculo e aprendi a cultivar minhas orquídeas em apartamento, coisa que imaginava ser impossível.” O cuidado com as plantas é fundamental e a paixão é um dos requisitos para tornar-se um orquidófilo. “Ela precisa de cuidado, eu até limpo as folhas com freqüência”, diz Soares.
O Círculo de Orquidófilos foi criado em 1971 e faz um importante papel de divulgação da cultura de orquídeas, sugestões de tratamento adequado, além de estimular a participação em exposições em Bauru e outros Estados. Em dezembro, eles participarão de uma exposição no Paraná.
• Serviço
Círculo Bauruense de Orquidófilos, informações pelo telefone (14) 3223-2830.
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Presente especial
As orquídeas se transformaram em opção de presente diferenciado em datas especiais. Dia das Mães, Dia dos Namorados e aniversários, a planta é bastante procurada para quem deseja ser realmente lembrado. Porém, delicadas e exigentes de atenção, são também um presente para poucos.
O florista Laércio Valério de Jesus, 23 anos, trabalha há sete anos em uma floricultura de Bauru e ainda se encanta com a beleza das flores. “Normalmente, as pessoas escolhem orquídea para quem já gosta de cuidar de plantas, pois ela exige certa dedicação, se não cuidar, ela morre”, comenta Jesus.
Ele explica que uma planta pode durar por muito tempo e ensina a manter sua orquídea florida por mais tempo. “Assim que as flores caírem, algumas ficam abertas por 15 dias outras até dois meses, você deve fazer um corte em diagonal não muito embaixo, assim, rapidamente novas flores irão brotar.” Elas também gostam de ficar sob a sombra das árvores. “Se ela está sem flor, leve para uma sombra, pois elas não podem tomar sol, somente pela manhã ou no final da tarde.”
Algumas espécies também têm dificuldade em florescer em Bauru, devido ao ar seco. A sugestão é consultar antes qual a espécie mais indicada e até pensar antes o local onde a planta poderá ficar. A maioria das orquídeas comercializadas nas floriculturas é de origem nacional, mas é possível adquirir espécies de outros países, basta fazer a encomenda. “Os preços também variam de acordo com a espécie e quantidade de hastes”, ensina o florista.
Uma das campeãs de venda é a popular olho-de-boneca, porque está sempre florida. A chuva-de-ouro, que forma cachinhos de flores amarelas, também é bastante procurada. Algumas espécies devem ser retiradas do vaso, por isso, também é importante seguir as sugestões de floristas e orquidófilos e conhecer bem sua orquídea.