09 de julho de 2026
Regional

Lençóis Paulista abre postos para coleta de pilhas e baterias

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - Uma idéia que nasceu entre alunos da Cooperativa de Ensino de Lençóis Paulista (Cooperelp) se transformou em um projeto público voltado para o meio ambiente. As pilhas e baterias de telefone celular usadas serão recolhidas em nove pontos de coleta espalhados pela cidade. O objetivo é evitar que esses materiais, que contêm metais pesados, sejam descartados no lixo comum, como ocorre atualmente, e possam contaminar o meio ambiente.

O projeto “Quando a Pilha Acaba” foi lançado no início deste mês pelo prefeito José Antonio Marise (PSDB). O evento contou com a presença dos alunos. As urnas de coleta foram colocadas nos supermercados Santa Catarina, Jaú Serve, Doidão, Baratão e Tupã, na Ferragens São Carlos, Tintas Cores Vivas, Relojoaria Uris Paccola e na Virtual Informática.

Segundo o diretor municipal de meio ambiente, Benedito Luiz Martins, a intenção é enviar as pilhas e baterias usadas de volta para os fabricantes. Segundo ele, também há interesse da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru em conduzir um projeto de destinação desse tipo de materiais. A prefeitura passaria a entregar na universidade o material coletado.

As pilhas e baterias de celular são uma das maiores ameaças ao meio ambiente porque contêm metais pesados como cádmio, chumbo, lítio, níquel e mercúrio, altamente tóxicos e perigosos para a saúde humana. E a reciclagem desse tipo de material ainda engatinha no Brasil.

“A reciclagem ainda é tímida, mas só de tirar esses materiais do meio ambiente já é uma vantagem”, argumenta a professora Maria Silvia Coneglian Marise, que começou a trabalhar o tema com os alunos da Cooperelp há dois anos.

Segundo ela, a idéia nasceu nas aulas de educação para a cidadania, quando os alunos cursavam a 6ª série do ensino fundamental. A idéia de recolher as baterias e pilhas usadas se transformou numa ação dos alunos na própria escola, que montou um posto de recolhimento.

O prefeito elogiou a iniciativa e incentivou os alunos a continuarem a pensar em alternativas. “Foi uma contribuição que vocês deram para a solução de um problema no nosso município”, disse Marise.

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Usina de reciclagem contaminada

Pilhas e baterias de celular já causaram problemas e prejuízos para a Usina de Reciclagem e Compostagem de Lençóis Paulista com a contaminação do composto orgânico.

Esses materiais escapavam na esteira de reciclagem da usina, e como os resíduos que iam para a fabricação do composto passavam por um sistema de picadores, os metais acabavam liberados e contaminavam o composto, que não podia ser vendido como adubo.

Segundo o diretor de meio ambiente, Benedito Luiz Martins, as facas foram desativadas e com isso o composto deixou de ser contaminado. “Acabamos de receber laudo que atesta a qualidade do nosso composto”, diz Martins. Sem o risco de serem picadas, mesmo que pilhas e baterias escapem na esteira de reciclagem, são retiradas do composto na peneiração.

A venda do composto deverá melhorar os rendimentos dos catadores da Cooperativa de Recicladores de Lençóis Paulista, que operam a usina e ficam com a renda da venda dos materiais recicláveis retirados do lixo.

O projeto de coleta seletiva de lixo, desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente de Lençóis Paulista, recebeu na terça-feira passada, em Brasília, o prêmio “Melhores Práticas em Administração Local”. Além de medalha e troféu, a prefeitura receberá R$ 25 mil em prêmio para ser utilizado no projeto.