10 de julho de 2026
Polícia

Acusados de matar juiz no Espírito Santo estão em presídios de Bauru

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Dois acusados de envolvimento na morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, em março de 2003 no Estado do Espírito Santo, estão em Bauru. Eles ficarão por 90 dias na penitenciárias 1 e 2 até que a carceragem da Polícia Federal daquele Estado conclua a reforma que está em andamento. Os dois não serão incluídos definitivamente na população carcerária de Bauru, enfatiza o coordenador das unidades prisionais da região Noroeste, Antônio Paulo Veronezi.

De acordo com o ele, os acusados de matar o juiz estão em trânsito e só permanecerão nos presídios porque houve autorização do secretário das Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa. Odessi Martins da Silva Júnior, mais conhecido por Lombrigão, está recolhido na Penitenciária 1. Ele, segundo informações do jornal Gazeta on line do Estado de Espírito Santo, é acusado de ter executado o juiz.

Ele foi preso quase um mês depois do assassinato, em Itararé, Vitória. Gilliarde Ferreira de Souza, conhecido por Gi, está recolhido na Penitenciária 2 de Bauru. Ele é acusado de, juntamente com Odessi, ter executado o crime contra o juiz.

Latrocínio

Na versão apresentada pelos dois presos, o juiz foi morto em latrocínio (roubo seguido de morte). Eles alegam que tentaram roubar a caminhonete da vítima, que teria reagido e tentado atirar na direção dos acusados, que responderam aos disparos.

A tese de latrocínio, no entanto, foi derrubada em plenário, pois cinco acusados já foram condenados por crime de mando (homicídio qualificado pela promessa de recompensa). O juiz foi morto com três tiros na manhã do dia 24 de março de 2003, quando chegava a uma academia de ginástica, em Itapoã, Vila Velha. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital.

Durante as investigações descobriu-se que sete pessoas estavam envolvidas no crime entre a intermediação da morte, que teria sido encomendada por três pessoas - um juiz, um coronel da PM e um ex-policial Civil – e a execução de Castro Filho. Porém, o caso ainda tramita na 4ª Vara Criminal de Vila Velha. Odessi e Gilliarde que estão em Bauru são réus confessos, segundo informações do jornal Gazeta on line.

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Investigava extorsão

O juiz Alexandre Martins de Castro Filho investigava um esquema de extorsões e cobrança de dívidas de agiotas utilizando, para isso, detentos irregularmente transferidos de cadeia ou libertados. Consta da denúncia que os acusados pelo mando do crime temiam ver o esquema descoberto e por isso tramaram o assassinato do juiz.