09 de julho de 2026
Nacional

Álcool é um dos principais causadores de desavenças

Folhapress
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São Paulo - O consumo excessivo de álcool é apontado como uma das principais causas dos conflitos familiares, segundo uma pesquisa que está sendo realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). As informações são da Agência Brasil. Os dados preliminares, divulgados ontem na abertura da 1.ª Conferência Pan-Americana sobre Políticas de Álcool, revelam que 45% dos entrevistados na região metropolitana de São Paulo relacionam os problemas conjugais ou familiares ao hábito de beber de um dos integrantes da família.

O levantamento mostra também que 31% dos paulistas já foram insultados por alguém embriagado e 11%, agredidos fisicamente. A pesquisa da Senad tem abrangência nacional e está levantando informações sobre o padrão de consumo de álcool dos brasileiros, inclusive de populações como os indígenas, as mulheres e os jovens. O resultado final da pesquisa será divulgado em dezembro. Ao todo foram ouvidas 3 mil pessoas, em 143 cidades. Segundo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Jorge Armando Felix, a droga lícita mais consumida no país apresenta o maior índice de dependência, atingindo 11,2% dos brasileiros.

A oferta de tratamento para os dependentes de álcool é a política pública mais citada pelos entrevistados (87%). Em seguida, vêm os programas de prevenção nas escolas (78%), aumento dos impostos sobre as bebidas alcoólicas (54%) e a proibição da venda para menores (49%). Outra constatação do estudo é o início cada vez mais cedo do consumo de álcool, em geral aos 14 anos. Entre os adultos pesquisados com mais de 40 anos, a primeira dose foi tomada após os 20 anos.

A diretora de Prevenção e Tratamento da Senad, Paulina Duarte, disse que outro levantamento feito com 1,2 mil estudantes de uma universidade privada da região Sul identificou que 77% deles abusam da bebida, tomando cinco ou mais doses.

Segundo o levantamento, esses jovens também apresentam outros comportamentos de risco, como dirigir sem cinto de segurança e não utilizar proteção nas relações sexuais. “O que essa pesquisa nos aponta como resultado é que os jovens que bebem de forma mais intensa também se envolvem em mais comportamento de risco em outras esferas da sua vida”, ressaltou a diretora.