08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Nossos direitos


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Nós, brasileiros, precisamos começar brigar mais pelos nossos direitos exigindo de nossos políticos tudo aquilo que é prioridade para nossa sobrevivência. É bom ter um aeroporto internacional, é bom ter um sambódromo, é bom ter asfalto na porta de casa, mas nada disso adianta quando precisamos de um tratamento médico e não o temos. Sambódromo, aeroporto e asfalto não trazem saúde e nem enchem a barriga de ninguém.

Estamos sempre sendo orientado pelos meios de comunicações a fazer os exames preventivos de saúde, a procurar um médico diante da menor suspeita de alguma doença, a nos alimentarmos corretamente, a não nos estressarmos; ou seja, como se estivéssemos vivendo na Finlândia. É preciso dizer onde e como fazer tudo isso. Basta analisar como se encontra o Sistema de Saúde. Quem recebe um bom salário pode adquirir um plano de saúde, quem recebe um mau salário pode adquirir um fundo mútuo, quem não recebe nenhum salário ou recebe um miserável salário mínimo, quando morre é enterrado como indigente.

Minha irmã, Maria Lúcia Camargo Batista, depois de fazer tratamento médico durante mais de cinco anos, morreu há dois meses sem que soubéssemos realmente seu problema de saúde. No relatório médico que consegui junto ao Hospital Estadual, em todos os exames, nada de concreto. Solicitei uma cópia de seu prontuário médico, também, junto à Secretaria Municipal de Saúde, há três meses, e até agora nada. A única coisa que tivemos de concreto foi o que colocaram em seu Atestado de Óbito: Falência Múltipla de Órgãos. Pode alguém com 57 anos de idade ter falência múltipla de órgãos sem que nada de grave fosse diagnosticado?

Antes de me manifestar aqui nesta coluna, tentei por mais de uma dezena de vezes falar com a doutora Tereza, secretária municipal de Saúde, mas parece-me que é mais fácil conseguir uma audiência com o Papa. Estou tentando há mais de seis meses, quando minha irmã ainda estava viva, mas sempre arrumam um desculpa, mandam falar com essa ou aquela diretora, que nunca resolvem nada. Não quero mais discutir com a Secretaria de Saúde o caso da irmã, esse já é caso perdido; quero apenas dar algumas sugestões.

Tião Camargo - RG 7.375.448/SSP/SP