11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Indústria alimentícia é líder na arrecadação de ICMS em Bauru

Por Patrícia Zamboni | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O setor de produtos alimentícios é líder em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Bauru. Somando os nove primeiros meses do ano, o valor recolhido chega a R$ 24,6 milhões, representando 53,71% do total arrecadado no segmento industrial. Os números constam de uma pesquisa feita pelo economista e conselheiro da diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Carlos Sette.

Os resultados vêm reafirmar as informações veiculadas em matéria no Jornal da Cidade do dia 18 de setembro, a qual mostrava que o setor alimentício vinha ampliando sua participação no recolhimento de ICMS em Bauru. Na ocasião, a arrecadação no período de janeiro a junho de 2005 havia crescido 60,56% na média mensal em relação aos seis primeiros meses de 2004. Somente até junho deste ano, o setor já havia arrecadado R$ 14 milhões.

Em segundo lugar na pesquisa feita pelo economista Carlos Sette e divulgada ontem vem o setor de edição, impressão e gravação, com R$ 8,6 milhões arrecadados de janeiro a setembro deste ano (18,78% de participação sobre o total). Na terceira colocação ficou o segmento de produtos plásticos, com R$ 3,6 milhões recolhidos em nove meses - ou 7,86% do total.

“O estudo demonstra também que há aproximadamente 16 segmentos industriais que recolhem individualmente menos de 1% do total do imposto, mas que representam 243 empresas de um total de 747”, observa Sette. Ao todo, existem 107 empresas de produtos alimentícios na cidade.

Portanto, três segmentos industriais representam 80,35% do recolhimento do ICMS, sendo os de produtos alimentícios; edição, impressão e gravações e produtos plásticos. O restante (19,65%) é representado por aproximadamente 24 segmentos de menor porte.

Com relação aos setores econômicos, a pesquisa mostra que o industrial e comercial representam, juntos, 93% do volume total arrecadado, sendo que os demais setores representados pelas empresas de produtos administrados (energia elétrica e telefone), serviços e agropecuária significam os 7% restantes.

“É importante observar que no setor comercial houve uma pequena evolução do ano passado para cá, mas com crescimento maior no comércio atacadista ao invés do varejista. Isso pode representar uma queda no consumo na ponta, em função da diminuição do poder aquisitivo da população”, analisa o economista.

Outra situação positiva apontada pela pesquisa é que as indústrias ativas em Bauru cresceram 6% do ano 2001 até setembro deste ano, segundo dados da Secretaria de Finanças do Estado de São Paulo com base no número de inscrições estaduais.

De acordo com Carlos Sette, os segmentos que registraram o maior número de abertura de empresas foram os de máquinas e equipamentos; edição, impressão e gravações e produtos de plástico.

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Comitê

A indústria alimentícia de Bauru se destaca pela diversidade. Em matéria publicada no Jornal da Cidade no dia 18 de setembro deste ano, o empresário do ramo e conselheiro da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Domingos Malandrino adiantou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) estão fomentando a criação do Comitê Regional do Setor Alimentício.

O comitê tem como finalidade aglutinar as pequenas, médias e grandes indústrias para organizar e projetar o setor produtivo. Entre as ações que poderão ser desenvolvidas estão a capacitação das empresas para os desafios da competição, compras conjuntas e outros temas de interesse do segmento. Em Bauru já existem comitês dos setores gráfico, moveleiro e de baterias.