A proximidade das festas de final de ano coloca em alerta a direção dos presídios de Bauru que mantêm detentos no regime fechados. É nesse período que o preso passa por uma série de pressões psicológicas e tenta fugir das penitenciárias, lembra o coordenador das unidades prisionais da região Noroeste, Antonio Paulo Veronezi.
O diretor da P1, José Carlos Pedroso, conta que o período leva o detento a reavaliar sua vida. “É nesse período que eles fazem um balanço do que foi o ano para eles e, quando eles não conseguem ver uma melhora, se desesperam. É uma época tentadora para eles” , frisa.
Já o diretor da Penitenciária 2 de Bauru, Hélio Bonsaglia, acha que a intensidade da tensão psicológica varia de preso para preso. “Que as festas afetam o psicológico do preso não tenho dúvida, mas cada um pensa de um jeito. Há aqueles que se desesperam, mas há também os que aceitam a situação”, pondera.
Para minimizar o impacto das pressões, as psicólogas dos presídios tentam trabalhar com os presos no sentido de fazê-los aceitá-los a situação. Além disso, segundo Veronezi, a guarda e vigilância são reforçadas. “Nenhum funcionário goza férias ou licença prêmio no final do ano”, conta.