08 de julho de 2026
Nacional

Exportação bate recorde em novembro

Por Fernando Itokazu | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - A balança comercial brasileira encerrou novembro com o registro de vários recordes. Mesmo com a desvalorização do dólar, as exportações no mês passado somaram US$ 10,79 bilhões, com uma média diária de US$ 539,5 milhões. É a maior média do comércio Exterior brasileiro, superando a de julho de 2005, que foi de US$ 526,8 milhões.

A média diária das importações também foi recorde e atingiu US$ 335 milhões, ultrapassando o registrado em agosto de 2005, de US$ 333,8 milhões. No total, as compras do exterior chegaram a US$ 6,7 bilhões em novembro. Com isso, as exportações, as importações e o saldo comercial nos primeiros 11 meses do ano são os maiores já registrados.

As exportações até novembro somaram US$ 107,412 bilhões, alta de 23,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações atingiram US$ 66,979 bilhões, aumento de 17,2%. Com isso, o superávit comercial alcançou US$ 40,433 bilhões. O incremento foi de 34,1%. “O mês de novembro nada mais foi do que a repetição do que vem acontecendo em 2005: exportações com crescimento bastante forte, superior a 20% com relação ao ano passado”, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Armando Meziat.

Nos últimos 12 meses (dezembro de 2004 a novembro de 2005), as exportações somaram US$ 116,606 bilhões, valor próximo da meta de US$ 117 bilhões estipulada para 2005. Por isso, o ministério estima que a meta será atingida com “tranqüilidade”. “Isso mostra que o setor produtivo tem números consistentes. Mas tem um componente psicológico sobre como vai ser o ano que vem”, disse o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento).

O superávit comercial dos últimos 12 meses acumula US$ 43,940 bilhões, valor superior aos US$ 42 bilhões estimados para o ano pelo governo. Meziat apontou a diversificação de produtos e a variedade de países compradores como fatores fundamentais para os bons resultados alcançados no ano. Os recordes de novembro acontecem depois de dois meses consecutivos em que as exportações registraram queda em relação ao período anterior.

O resultado do mês passado, recorde para meses de novembro, foi 9% superior ao de outubro. As exportações de manufaturados somaram, em novembro, US$ 5,899 bilhões, de semifaturados, US$ 1,478 bilhões, e de básicos, US$ 3162 bilhões. Os incrementos, em relação ao mesmo mês de 2004, foram de 26,4%, 16,7% e 50,5%, respectivamente.

O ministério destacou a retomada das vendas para a China. No mês passado, as exportações para o país registraram crescimento de 124% em relação a novembro de 2004 e atingiram US$ 715 milhões. Os principais produtos negociados com os chineses foram minério de ferro, fumo, petróleo, soja em grãos, siderúrgicos, celulose e algodão.

Apesar dos números favoráveis, Meziat afirmou que o dólar desvalorizado causa reclamações freqüentes, principalmente do setor automotivo e de calçados. “Nós verificamos que há uma perda na velocidade do crescimento das exportações. Ainda não registramos nenhuma queda nas exportações brasileiras por esse motivo”, afirmou Meziat.

Ele informou ainda que as exportações da carne bovina “in natura” terão um “impacto mínimo” devido à febre aftosa. “Na pior das hipóteses, o Brasil exportaria menos US$ 250 milhões.” Antes da aftosa, o ministério estimava em US$ 2,6 bilhões as exportações do produto neste ano.