São Paulo - O risco-país brasileiro atingiu ontem seu menor nível histórico. No fim das operações, o indicador marcava 328 pontos - baixa de 3,53%. E risco em queda é uma boa notícia para o governo: quanto menor estiver, mais baratos tendem a ficar os empréstimos contraídos no Exterior.
O risco é calculado pelo banco norte-americano JP Morgan e serve como uma espécie de termômetro das expectativas dos investidores estrangeiros em relação à capacidade de um país honrar ou não suas dívidas. Para calcular o indicador, o banco leva em conta uma cesta de títulos da dívida de um país. Quanto mais esses títulos são comprados - e se valorizam -, mais o risco-país cai.
O patamar mais baixo até então era de 337 pontos, em 1997. Em setembro de 2002, às vésperas das eleições, o risco-país brasileiro chegou a seu maior patamar (2.436 pontos), empurrado pelas incertezas em relação à futura política econômica do novo governo. Mas, como o governo petista não realizou nenhuma grande mudança, o risco só caiu.