11 de julho de 2026
Nacional

Alckmin rejeita reajuste do próprio salário aprovado na Assembléia

Folhapress
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São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o vice-governador, Cláudio Lembo (PFL), anunciaram ontem que recusaram o reajuste salarial de 16,5% aprovado pela Assembléia Legislativa anteontem. Alckmin disse que o aumento foi uma iniciativa da própria Assembléia e que ele foi contrário ao reajuste.

Por sugestão do tucano, a os deputados introduziram no projeto aprovado um dispositivo que permite ao governador e ao vice-governador abrirem mão do aumento de seus salários. “Não há hipótese de eu aceitar esse aumento. Vou comunicar à Assembléia, como faculta a lei, que abro mão do reajuste do salário do governador”, disse Alckmin.

Com o reajuste, o salário do governador saltaria de R$ 12.720,00 para R$ 14.800,00 a partir do próximo ano. O salário do governador é o teto para o Poder Executivo. Ao aprovar o reajuste, os deputados recorreram a uma emenda à Constituição estadual, publicada no “Diário Oficial” em 23 de abril deste ano.

Antes da alteração, o reajuste dos subsídios era feito uma vez a cada quatro anos, sempre antes que os novos eleitos assumissem os cargos. Agora, a Mesa Diretora da Assembléia pode apresentar, todos os anos, projeto de lei para fixar o salário dos servidores.

A intenção inicial dos deputados estaduais era equiparar o salário do governador aos R$ 17.200,00 recebidos pelos desembargadores do Tribunal de Justiça. Depois, a Assembléia fechou acordo em torno do valor de R$ 14.800,00. O governador tinha criticado, no final do ano passado, a hipótese de reajuste quando a emenda entrasse em vigor. Na ocasião, avisou que não aceitaria o reajuste.