No início era apenas um projeto e muita vontade de trabalhar que preenchiam os anseios do então radialista João Carlos de Almeida. Deste sonho nasceu a revista Guia Astral. Vinte anos depois, o incansável JoãoBidu (como é conhecido) tem o status de um dos astrólogos mais bem-sucedido do Brasil que dirige uma empresa com 152 funcionários fixos - além de temporários e colaboradores - e cuja estimativa é encerrar o ano atingindo patamar superior aos 13 milhões de exemplares vendidos no País e Exterior. Atualmente, a Editora Alto Astral é vice-líder em volume de vendas de revistas em bancas, com mais de 100 títulos. O faturamento anual da empresa já supera os R$ 25 milhões.
É impossível resumir em uma reportagem a vida de trabalho e sucesso do empresário João Carlos de Almeida, que aos 15 anos de idade começou tímido a empostar sua potente voz no rádio e, 43 anos depois, é referência nacional em seu ramo de atuação.
O codinome JoãoBidu veio em 1972, quando ele ainda nem sabia o que era mapa astral ou mesmo as características de cada signo - até então ele era locutor esportivo. O “batismo” foi feito pelo radialista Tobias Ferreira.
Aliás, a revista Guia Astral foi idealizada por intuição, sem nenhum tipo de pesquisa de mercado, apenas com o objetivo de colocar no papel as informações sobre astrologia que JoãoBidu narrava no programa Bom Dia Mesmo, na Rádio Jovem Auri-Verde.
A partir da precursora Guia Astral - que até hoje é o título mais vendido individualmente -, várias outras publicações foram lançadas, como a Boa Sorte e a Correio Astral. Por ter periodicidade semanal, atualmente a revista Malu é a que mais vende. Por mês, somando as vendas em banca e no varejo, são mais de 200 mil exemplares, o que corresponde a um fatura-mento mensal de R$ 400 mil.
“No início não havia estrutura nenhuma. Eu e o Pedro (José Chiquito, atual diretor-executivo da empresa) escrevíamos os textos em casa. Demorou um certo tempo para a gente ter uma sala no edifício Bandeirantes. Depois, alugamos uma sala na rua Sete de Setembro, quando já tínhamos uma estrutura um pouco melhor. Foi quando começamos a ter os primeiros colaboradores, no final de 1987 e início de 1988”, conta JoãoBidu sentado em sua sala - tão modesta quanto ele - no piso térreo do novo e imponente prédio de três pavimentos da editora, inaugurado em agosto e que consumiu investimentos em torno de R$ 1,5 milhão.
------------------------
Em 1995, depois da empresa ter vencido a crise editorial que se instalou no País nos anos de 1992 e 1993, a Alto Astral teve mais um importante marco em sua história de evolução constante. Vendo crescer o mercado adolescente, mais uma vez o empresário bauruense fez uma aposta certa e investiu num grandioso projeto: a revista TodaTeen.
“Até então, nos éramos apenas uma editora místico-astrológica. O lançamento da TodaTeen foi um divisor de águas, pois fomos em busca de outro público, outro formato de revista. Também enriquecemos nosso conhecimento por tudo que tivemos que aprender para lançar essa revista”, lembra o empresário.
Atualmente, a TodaTeen está sempre alternando posição no ranking das líderes, figurando entre as três revistas mais vendidas para o público jovem, ao lado da Capricho e da Atrevida.
Em 1998 a Alto Astral abriu novas portas no mercado editorial, desta vez no segmento comportamental. Assim nasceu a Malu, direcionada ao público feminino abordando temas diversos. A primeira edição teve grande sucesso, vendendo cerca de 100 mil exemplares.
Em 2001 a editora começou a aumentar a freqüência da produção de revistas dos segmentos de trabalhos manuais, linhas e culinária. Neste mesmo ano a empresa começou a trabalhar com os chamados estúdios. Nesse sistema, jornalistas produzem o conteúdo das revistas e a Alto Astral dá o acabamento final, imprime e distribui. A estratégia deu mais versatilidade aos negócios, sem exigir grandes investimentos em estrutura.
O ano de 2004 foi marcado por várias experiências editoriais e pesquisas nos mais diversos segmentos. Desses levantamentos surgiu o projeto das revistas infantis, que se consolidou neste ano com três publicações próprias (Mundo das Cores, Color Kids e Super Zôo) e as licenciadas Moranguinho, Susi e Barney.
Novos mercados já estão sendo estudados, como o do segmento voltado ao público masculino, que a editora ainda não contempla