09 de julho de 2026
Saúde

Vacinas previnem doenças nas férias

Agência Saúde
| Tempo de leitura: 3 min

Reserva do hotel, cálculo das despesas e compra com bastante antecedência das passagens são os principais motivos de preocupação para os que se programam para viajar nas férias ou no Carnaval. Quem escolhe alguns roteiros no Brasil e no Exterior precisa pensar em mais um detalhe: checar se o cartão de vacinas está em dia, principalmente nas doses contra sarampo e febre amarela.

Os brasileiros com viagem marcada para o Exterior têm que tomar a vacina contra o vírus do sarampo. O controle da doença existe no Brasil há mais de 30 anos e desde 2000 não há transmissão autóctone em nosso território. Todos os quatro casos de sarampo confirmados neste período foram importados de países que não adotam uma política intensiva de controle como o Brasil e as demais nações das Américas. Países como Japão, Alemanha e Itália não contam com a mesma política de controle do sarampo, o que aumenta o risco de contrair a doença nesses lugares. “Em 1997, o Brasil sofreu uma epidemia de sarampo provocada pela vinda de pessoas contaminadas da Europa”, recorda o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Expedito Luna.

Todas as pessoas podem se vacinar contra sarampo e febre amarela, em qualquer posto de saúde do País ou em todos os postos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos aeroportos. A vacina contra o sarampo atualmente administrada é a dupla ou tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba. As únicas contra-indicações a esta vacina são alergia grave a ovo de galinha, gravidez e uso prévio de gamaglobulina nos três meses anteriores à data da vacinação. Expedito Luna assinala que os brasileiros que receberam a vacina contra sarampo podem viajar tranqüilos para os países de alto risco de transmissão. “O Brasil tem a obrigação de fiscalizar o turismo interno para garantir o controle de doenças, mas não existem mecanismos para obrigar a vacinação”, afirma Expedito. Ele ressalta que as ações de imunização e controle de doenças infecciosas resultam de um forte trabalho de conscientização da população.

Mortalidade infantil

O sarampo já foi um dos principais fatores da mortalidade infantil antes do primeiro ano de vida no Brasil. Hoje, como resultado da política de vigilância e controle adotada nos últimos seis anos, não há registro de transmissão de casos da doença dentro do país. Este controle é realizado com a vacinação de crianças e adultos suscetíveis à doença. O programa de imunização brasileiro é considerado como referência para o mundo inteiro.

As pessoas infectadas pelo vírus do sarampo apresentam, em geral, febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, acompanhadas de manchas vermelhas na pele. O sarampo é transmitido pelo vírus morbillivírus, por meio de gotículas de secreção respiratória. O vírus também consegue disseminar a doença pelo ar. Confirma-se o diagnóstico do sarampo por meio de exame de sangue, realizado por todos os laboratórios centrais (Lacen), localizados nos estados. O tratamento é sintomático e dirigido à prevenção das complicações. Na presença de qualquer um dos sintomas citados, deve-se imediatamente procurar um serviço de saúde, que tomará as providências para o esclarecimento do diagnóstico e adotará as medidas cabíveis.